Abaixo o “fica Temer” de Paulinho da Força, toda força à greve geral!

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O movimento das “centrais” sindicais e do conjunto das entidades do movimento operário diante da aproximação da greve geral de 30 de junho convocada pela Centra Única dos Trabalhadores é por demais sintomática da evolução da situação política no Brasil e, mais particularmente, da polarização política que se expressa no interior de todas as organizações políticas, refletindo a divisão dominante em toda a sociedade diante da situação marcada pelo golpe de estado realizado pela burguesia e suas organizações nacionais sob a orientação do imperialismo.

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Da mesma forma que ocorre na burguesia, é evidente a divisão interna no interior de praticamente todas as organizações do movimento operário, como também naquelas criadas pela burguesia para intervir e bloquear o movimento de luta dos trabalhadores, como é o caso da Força Sindical, parida no interior da FIESP, na década de 90, para fazer frente ao crescimento da CUT.

Até na Força Sindical – a mais patronal das “centrais” sindicais -, comandada e presidida pelo deputado “Paulinho da Força”, aliado do PSDB, de Cunha, Temer e Cia., a divisão se fez sentir. Pela primeira vez, história ditatorial da entidade, se cogitou o lançamento de uma chapa de “oposição” no recente congresso da entidade, no qual o convidado do presidente “Paulinho”, ministro do Trabalho do governo golpista de Temer, foi recebido sob vaias de uma parcela expressiva do encontro e gritos de “Fora Temer”, ao mesmo tempo que o deputado defendia publicamente o “diálogo” com o moribundo presidente.

A divisão se estende pelas demais organizações sindicais, expressando tanto as tendências a se aliar às “saídas” da burguesia diante da crise (principalmente, sustentar o atual governo em frangalhos e manter a ofensiva contra os trabalhadores na medida em que seja possível ou derrubar Temer e eleger pela via indireta – um “novo” governo de confiança dos “donos de golpe”), como as tendências a se opor às “reformas” e lutar por uma saída da “esquerda” (derrotar o golpe, derrubando o regime golpista e anulando o impeachment ou mesmo a ilusória ideia de que o congresso golpista aprove a antecipação das eleições presidenciais).

Nestas condições, a direita do movimento operário (os pelegos golpistas da Força, UGT, NCST etc.) age claramente para chantagear os demais setores e busca conter as tendências à mobilização da classe operária, como se vê na questão da greve geral onde “oscilam” entre se colocar claramente contra qualquer mobilização e “encenar” que estão a favor de alguma luta, apenas para pressionar setores da CUT e outros a retiram da convocação da data (quando não vão parar nada) qualquer referência ao “fora Temer” e até mesmo às “diretas”, porque estão comprometidos com  “fica Temer” e com as “reformas” dos donos do golpe.

Essa divisão no interior da burocracia expressa deslocamento à esquerda em todo o movimento operário e sinaliza tendência do movimento operário entrar em luta e promover deslocamento ainda maior, no próximo período, diante dos brutais ataques dos golpistas que só podem ser detidos por meio da ampliação da mobilização da classe operária e das suas organizações.

Para impulsionar esta perspectiva, é preciso se opor a todo tipo de acordo com os “sindicalistas” golpistas (que buscam um acordo com Temer e Cia.), defender a mobilização  na base dos sindicatos dominados por esses pelegos para unificar os trabalhadores na mobilização e defender a sua ampliação, na intensidade, por meio de uma greve geral de 48 horas no segundo semestre e, no alcance político, dirigindo a mobilização claramente contra o regime golpista, levanta a necessidade de colocar para fora Temer e todos os golpistas que, na atual etapa, tem com caminho mais curto e possível a anulação do impeachment e  retorno do governo eleito pela maioria dos trabalhadores e do povo brasileiro.

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