Mais um retrato do golpe: desemprego sobe em Porto Alegre

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A taxa de desemprego na Região Metropolitana de Porto Alegre subiu de 10,8% para 11,3% da População Economicamente Ativa (PEA), entre março e abril deste ano. A informação foi divulgada pela Fundação de Economia e Estatística (FEE).

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O número total de desempregados foi estimado em 203 mil pessoas, 6 mil a mais em relação ao mês anterior. O emprego com carteira assinada teve redução de 3,8%, o que significa 33 mil trabalhadores a menos, e o emprego sem carteira assinada se manteve relativamente estável, com alta de 1,1% ou cerca de mil pessoas.

A pesquisa revelou ainda um aumento entre os trabalhadores autônomos (mais 8 mil, ou 3,6%) e empregados domésticos (mais 3 mil, ou 2,9%). Contudo entre os autônomos o rendimento médio real teve uma redução de 3,4% correspondente a cerca de R$ 1.578.

Ainda conforme o levantamento, houve redução de pessoal de 13,6% na indústria de transformação, com menos 38 mil ocupados, e leve aumento de 0,9% nos serviços, com mais 8 mil ocupados.

População Economicamente Ativa é um conceito elaborado para designar a população que está inserida no mercado de trabalho ou que, de certa forma, está procurando se inserir nele para exercer algum tipo de atividade remunerada.

Assim, a parte da população que está desempregada e que não busca empregos não está incluída neste conceito. Portanto não conta aqueles que desistiram de procurar empregos porque não os encontram. Logo a taxa de desemprego real é bem maior do que a oficial.

Outro dado a destacar é que os empregos mais bem pagos encontram-se na indústria e como podemos observar foi nela que houve a maior redução de pessoal, 13,6%, um percentual assustador e que confirma a destruição da indústria do país.

Os dados sobre o emprego em Porto Alegre se somam aos números negativos que vem se acumulando na economia brasileira desde o ascenso do governo golpista há mais de um ano. Esses resultados não surpreendem tendo em vista que somente medidas restritivas foram adotadas desde então. Apesar de o governo golpista dizer que veio para melhorar a economia qualquer um que ler nas entrelinhas percebe que, ao contrário, ele está deliberadamente trabalhando pela sua destruição.

Os sinais concretos do alto desemprego em Porto Alegre são visíveis nas ruas. Lojas fechadas, número crescente de ambulantes e aumento da população de rua.

A redução das atividades nas refinarias de petróleo com aumento da capacidade ociosa ao mesmo tempo em que se aumenta a importação de combustíveis é um exemplo do propósito destrutivo do golpismo.

Em paralelo, o impasse na situação política com a guerra entre facções da burguesia e a obstrução dos canais institucionais para o encaminhamento das demandas da classe trabalhadora demonstra que cabe a esta tomar as iniciativas necessárias à reversão deste estado de catástrofe que estamos começando a atravessar. Isto se traduz primeiramente na ida da classe trabalhadora às ruas para a derrubada do regime golpista.

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