Doria prosseguirá com os ataques à população

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Campanha de higienização social promovida por João Doria contra os moradores da Cracolândia é ilegal, disseram promotores e defensores públicos. O promotor de Justiça Arthur Pinto Filho, além de chamar à ação de “selvageria” e “tragédia”, considerou também que seus efeitos práticos são inócuos, uma vez que a Cracolândia apenas “mudou de lugar”. Ainda assim, o prefeito almofadinha seguirá sua cartilha de ataques aos usuários de drogas.

Rascunho automático 67

Sob o discurso de combate ao fluxo de drogas na região, Doria ambiciona, na verdade, um projeto de interesse econômico. Certo é que, se fosse possível, o prefeito tucano desejaria a dizimação de todos os que deixam a cidade desagradável aos olhos da burguesia paulistana. Essa é a política higienista de Doria. Porém, além dessa repulsa moral, o ataque à Cracolândia representa um projeto de urbanização sempre muito criticado – a gentrificação.

Gentrificação diz respeito ao projeto de revitalização urbana para atender ao interesse privado, à especulação imobiliária. No caso da Cracolândia, foi preciso que a Guarda Municipal interviesse na situação para abrir as portas dessa jogada. Assim, haverá investimentos na região para que ela seja valorizada, aumentando o custo dos imóveis. O resultado disso é que a população pobre, dado o custo, simplesmente não poderá mais morar ali. É a substituição do terreno da população oprimida (no caso da Cracolândia, dos viciados em drogas) pelo de uma parcela da elite.

Doria prosseguirá com seu projeto de limpar a classe trabalhadora da cidade, tirando-a dali. Ainda que milhares de medidas desumanas sejam aplicadas, o tucano promete não frear sua política de ataque aos trabalhadores. É preciso que haja uma intensa campanha contra todos os passos do prefeito almofadinha, organizando a luta contra a sua gestão entreguista.

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