Golpistas aprovam relatório da CPI da Funai para perseguir indígenas

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Foi aprovado nesta quarta-feira (17) pelos representantes dos latifundiários o relatório da CPI da Funai e Incra 2. A aprovação não foi nenhuma novidade, pois estava dominada pelos agro-deputados golpistas e assassinos dos trabalhadores do campo.

Rascunho automático 67

O relatório aprovado é um ataque brutal aos movimentos sociais, órgãos estatais de apoio as comunidades tradicionais e trabalhadores rurais, e também ao judiciário. São mais de 80 pessoas indiciadas, sendo eles antropólogos, indígenas, servidores da Funai, do Incra, pessoas ligadas à organização Centro de Trabalho Indigenista (CTI) e ao Conselho Indigenista Missionário (Cimi), procuradores da República, além do ex-ministro da Justiça José Eduardo Cardozo.

O relatório é hostil aos indígenas e ataca duramente as entidades ou pessoas que de alguma maneira realizou alguma ação favorável aos indígenas. Em diversos pontos há acusações sobre a postura de servidores da Funai e do Incra, e colocando em dúvida sobre a identidade indígena. Além de questionar laudos, demarcações e povoamentos tradicionais que foram amplamente estudados e habitados por essas comunidades.

Latifundiários querem intimidar indígenas e acabar com a Funai e Incra

Com o pretexto de reestruturar e repensar a Funai e o Incra, o relatório da CPI pretende extinguir esses órgãos de apoio as comunidades, mas também impedir as demarcações e desapropriações realizadas pelo Estado.

Outra consequência dos latifundiários com a CPI é de intimidar servidores, estudiosos e organizações não-governamentais que auxiliam processos de demarcação. O clima de terror e constrangimento é uma maneira de desqualificar o trabalho e afastar qualquer apoio aos movimentos sociais do campo, abrindo a possibilidade para o latifúndio agir violentamente.

Os latifundiários estão agindo para acabar com a reforma agrária e as demarcações de terra. E vão se utilizar dos meios que acharem necessário para isso. Por isso precisam acabar com qualquer entidade de apoio a esses setores, seja do Estado ou não.

A ditadura dos golpistas, apoiada pelos latifundiários, está permitindo o aprofundamento dos conflitos no campo e as organizações indígenas, sem-terra e de povos tradicionais devem se mobilizar com os setores de luta contra o golpe para acabar com esses ataques e avançar na reforma agrária.

É preciso lutar pelo fim da CPI da Funai e do Incra, e denunciar a perseguição política realizada pelos latifundiários, que foram um dos principais patrocinadores do golpe de Estado.

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