Dia 24: ocupar Brasília contra os golpistas e por uma segunda greve geral

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A Central Única dos Trabalhadores (CUT), a Frente Brasil Popular e outras organizações operárias e populares estão convocando um grande ato para o dia 24, em frente ao Congresso, para protestar contra o governo golpista e contra seus duros ataques aos direitos e conquistas, como acontece no caso da reforma da previdência.

Rascunho automático 67

O governo golpista mostra o custo da sua existência. Sua base no congresso apresenta uma medida atrás da outra contra o povo brasileiro, apresentaram a PEC do fim da Previdência, apresentaram a reforma que acaba com a CLT. Nas estatais estão destruindo a Petrobrás, demitindo bancários e trabalhadores dos Correios, querem entregar as hidrelétricas. No quesito de programas sociais, a única coisa que se deve dizer é que a continuidade de todos eles está em risco, nada está garantido.

O plano do golpe para o Brasil é o da demolição nacional, e eles têm plena consciência disso, a reforma política mostra isso. Tramita pela Câmara um projeto de lei que modificaria o funcionamento das eleições, que dificultaria para os partidos menores adquirirem representação política e visa, antes de tudo manter os golpistas no poder. Não conseguem manter o controle do sistema político com as regras atuais, já bem antidemocráticas, é necessário aumentar o controle.

A reforma política mostra que eles temem a reação do povo nas eleições e por isso estão se precavendo, mostrando que não existe margem para negociação, são repudiados e querem se manter mesmo assim.

A única forma de luta que se mostrou capaz de fazê-los recuar foi a luta política de rua e as greves. A discussão parlamentar, a pressão sobre o congresso, e outros métodos similares todos fracassaram, no entanto, a greve geral do dia 28 de abril teve efeito e muito. O governo se mostrou extremamente transtornado com a mobilização, receoso que crescesse e que se radicaliza-se, pois viu na mobilização dos trabalhadores uma força difícil de conter e capaz de derrubar o próprio governo golpista.

A CUT defende uma política correta ao mobilizar contra o governo e a reforma, como fizeram, junto com outras organizações, como o Partido da Causa Operária (PCO) e o Partido dos Trabalhadores (PT), a bem sucedida ocupação de Curitiba. A manifestação do dia de 24 é uma nova etapa desta mesma luta, que agora deve preparar uma segunda greve, desta vez por dias, com o objetivo de convocar uma greve geral por tempo indeterminado.

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