18/5/1804: Napoleão Bonaparte é proclamado Imperador da França pelo Senado francês.

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Na imagem abaixo: o quadro A Coroação de Napoleão, em francês: Le Sacre de Napoléon. É uma pintura de 1807 do artista francês Jacques-Louis David. A obra retrata o momento da coroação de Napoleão como Imperador francês na Catedral de Notre-Dame, em 2 de dezembro de 1804. A pintura foi encomendada pelo próprio Napoleão Bonaparte em setembro de 1804, meses antes de sua coroação.

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A cerimônia de coroação foi realizada na catedral de Notre-Dame, em 1804. Napoleão havia convidado para a cerimônia o papa Pio VII, como indicação da reaproximação da França com a Igreja Católica. Porém, ao invés de Napoleão Bonaparte se ajoelhar frente ao papa, o imperador francês alterou o ritual. Primeiramente, ele corou sua esposa, a Imperatriz Josefina. Depois, Napoleão tomou a coroa em suas mãos e colocou em sua própria cabeça. Perplexos, os presentes à cerimônia viram o novo imperador deixar o papa Pio VII como um mero espectador. Napoleão pretendia, dessa forma, apresentar simbolicamente seu poder como superior ao poder religioso da Igreja Católica.

Após a Revolução Francesa de 1789 a revolução industrial inglesa, e outros grandes acontecimentos no mundo, a sociedade francesa estava passando por momentos tensos devido aos dinâmicos processos revolucionários ocorridos no país e no mundo.

Nascido em 1769, ambicioso, descontente e revolucionário, subiu vagarosamente na artilharia, um dos poucos ramos do exército real em que a competência técnica era indispensável. Durante a Revolução, e especialmente sob a ditadura jacobina que ele apoiou firmemente, foi reconhecido por um comissário local em um fronte de suma importância.

Tornou-se primeiro cônsul, depois cônsul vitalício e Imperador. Poucos anos, após tornar-se cônsul, Napoleão elaborou um Código Civil, uma concordata com a Igreja e até mesmo o mais significativo símbolo da estabilidade burguesa – um Banco Nacional. Durante a época de seu reinado, nenhuma sala da classe média estava completa sem o seu busto, e talentos panfletários podiam afirmar, mesmo como piada, que ele não era um homem mas um “deus-sol”.

O extraordinário poder de Napoleão não pode ser adequadamente explicado nem pelas vitórias napoleônicas nem pela propaganda napoleônica, ou tampouco pela própria figura de Napoleão. Como general, não teve igual; como governante, foi um planejador, chefe e executivo eficiente e um intelectual suficientemente completo para entender e supervisionar o que seus subordinados faziam. Muitos o caracterizam como o maior líder da História da humanidade, depois de Lênin.

O imperador Napoleão Bonaparte

O governo do diretório foi derrubado na França sob o comando de Napoleão Bonaparte, que, junto com os girondinos (alta burguesia), instituiu o consulado, primeira fase do governo de Napoleão. Este golpe ficou conhecido como Golpe 18 de Brumário (data que corresponde ao calendário estabelecido pela Revolução Francesa e equivale a 9 de novembro do calendário gregoriano) em 1799. Muitos historiadores alegam que Napoleão fez questão de evitar que camadas inferiores da população subissem ao poder.

Instalou-se então o governo do consulado de Napoleão após a queda do diretório. O consulado possuía características republicanas, além de ser centralizado e dominado por militares. No poder executivo, três pessoas eram responsáveis: os cônsules Roger Ducos, Emmanuel Sieyès e o próprio Napoleão. Apesar da presença de outros dois cônsules, quem mais tinha influência e poder no executivo era Napoleão, que foi eleito primeiro-cônsul da república.

Criavam-se instituições novas, com cunho democrático, para disfarçar o seu centralismo no poder. As instituições criadas foram o senado, o tribunal, o corpo legislativo e o conselho de Estado. Mas o responsável pelo comando do exército, pela política externa, pela autoria das leis e quem nomeava os membros da administração era o primeiro-cônsul, Napoleão.

Quem estava no centro do poder na época do consulado era a burguesia (os industriais, os financistas, comerciantes), e consolidaram-se como o grupo dirigente na França. Abandonaram-se os ideais “liberdade, igualdade, fraternidade” da época da Revolução Francesa, e mediante forte censura à imprensa e ação violenta dos órgãos policiais, desmanchou-se a oposição ao governo.

A opinião pública foi mobilizada pelos apoiadores de Napoleão, que levou à aprovação para a implantação definitiva do governo do Império. Em plebiscito realizado em 1804, aprovou-se a nova fase da era napoleônica com quase 60% dos votos, reinstituiu-se o regime monárquico na França e indicou-se Napoleão para ocupar o trono.

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