Macron nomeia aliado de Fillon para cargo de primeiro-ministro da França

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Nesta segunda-feira, 15, o deputado Edouard Philippe do partido “Os Republicanos”, partido de direita francês, representante da grande burguesia do País,  foi nomeado pelo novo presidente eleito, Emmanuel Macron, como primeiro-ministro do país. Macron nomeou um elemento de direita que não pertence ao seu partido, já indicando uma contradição com seu discurso eleitoral de “independente”, sendo que Phillipe pertence a um dos mais tradicionais partidos da França.

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Philippe integra o partido derrotado nas eleições presidenciais recentemente encerradas, que foi representado por François Fillon. Ainda, foi porta-voz da campanha de Allain Juppé nas primárias, ex-primeiro ministro. Quando derrotado dentro de seu partido, Philippe concedeu seu apoio a François Fillon, este, por sua vez, derrotado por Macron na eleição geral.

O fato não é de surpreender. Era esperado que Macron, um candidato sem partido real, seu partido, chamado Em Marcha, é extremamente minoritário, e criado há apenas um ano, é natural que Macron seja um presidente dos partidos que controlem o regime.

Esse fato mostra que a eleição de Macron é um golpe descarado, um estelionato eleitoral. Um desconhecido, eleito em campanha contra a extrema-direita, tentando apresentar-se como independente, na realidade, vai governar com a direita, para a direita. A mesma direita que foi extremamente repudiada na eleição passada. 

A direita sacrificou seu próprio candidato, por baixo dos panos apoiou Macron, a esquerda tradicional, o Partido Socialista, sabotou a própria candidatura abertamente, a ala direita do partido apoiou abertamente Macron, o “independente” era apoiado pelo conjunto da burguesia e das direções dos seus partidos, agora isso se mostra claro, eleito pelo regime, está governando para os setores que o elegeram.

Esse golpe não apenas coloca a candidatura de Macron ao lado da direita, mas abre caminho para a extrema-direita crescer ainda mais. Os eleitores que votaram em Macron contra os partidos tradicionais e contra a extrema-direita, estão sendo empurrados para os braços da Frente Nacional de Marine Le Pen, principal expoente da extrema-direita na França.

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