Professores DF: a luta do magistério continua e já tem um calendário

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Quem achou que o fim da greve dos professores seria o fim das lutas contra o Golpe e o conjunto de seus ataques e retrocessos em âmbito local e nacional se enganou.

Rascunho automático 67

A greve foi só o começo! Agora é a hora dos professores se reorganizarem e continuar a luta. E para isso um calendário bem próximo já está definido e diz respeito diretamente aos interesses da categoria de barrar o golpe e impedir a liquidação das ferramentas de luta e de representação dos trabalhadores.

Dia 28 de abril, sexta-feira, é dia de parar o país com a Greve Geral que já conta com a adesão de centenas de sindicatos e no DF foi aprovada em Assembleia pelas principais categorias como a de professores, bancários, rodoviários e vigilantes.

Os combativos professores grevistas e delegados sindicais precisam continuar seu trabalho de esclarecimento nas escolas da importância desse dia de paralisação tendo como referência a greve nacional da educação que com a CUT colocou um milhão de pessoas nas ruas e não só atrasou os planos golpistas de aprovação imediata da Reforma da Previdência como influenciou outras categorias a também lutarem.

Essa Greve Geral ocorre em exatos 100 anos da primeira grande greve geral ocorrida no país em 1917 e reflete bem sua referência histórica pois se faz necessária justamente para que não tenhamos um século de retrocessos em nossos direitos e conquistas.

Dia 3 de maio também está na agenda dos professores do DF, pois representa a luta pelas organizações e representações da classe trabalhadora brasileira.

Esse foi o dia escolhido pelos golpistas, representados pelo juíz Sergio Moro/PSDB/USA, para prender a maior liderança operária da América Latina colocando, dessa forma, um enclave golpista em todoas as organizações de esquerda do país. Os objetivos do golpe de Estado, que ficam cada vez mais claro inclusive para os batedores de panela, não era tirar a presidente do PT ou acabar com a corrupção como gostam de repetir a imprensa golpista e os defensores das privatizações e do Estado mínimo, mas abrir caminho para um desmantelamento das condições de vida e de trabalho da população, assaltando sua aposentadoria, destruindo as relações de trabalho e congelando por vinte anos o orçamento da educação e saúde.

Para colocar em marcha essas medidas que também estão sendo implementadas pelos agentes imperialistas em todo o mundo como no Paraguai, Argentina etc, é necessário acabar com o movimento operário organizado representado pelo ex presidente Lula.

A escalada golpista de perseguições e prisões políticas já estão ocorrendo em todo o país ameaçando inclusive mais uma liderança operária, o presidente do PCO, Rui Costa Pimenta que está ameaçado por convocar a ocupação de Curitiba em defesa de Lula.

Nesse sentido, é fundamental que o magistério do DF não só se mobilize contra a prisão do ex presidente Lula como se integre às caravanas que estarão a caminho de Curitiba a partir do dia 1 de maio como a organizada pela corrente nacional Educadores em Luta/PCO e demais militante e simpatizantes do PCO.

Para participar da caravana no DF entre em contato pelo tel.: (61) 9 8217-9820 

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