Luta pela verdade ou luta pela liberdade de expressão

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Correu no Facebook e em outras redes sociais, e na própria imprensa burguesa, uma campanha que visa denunciar os posts e matérias que vinculam “notícias falsas”. É aquele tipo de campanha que começa com um caso específico e, com o tempo, se transforma em mais um baluarte da inquisição.

Rascunho automático 67

A imprensa capitalista busca apresentar seus jornais, suas notícias, com se verdade fossem. Passaram décadas insistindo nesse aspecto, apesar da denúncia do resto do mundo, que se mostra contrariado pelo que é publicado.

Um desses jornais, Estado de S. Paulo, publicou um texto chamado “A Luta pela Verdade”, na edição de “Notas e Opiniões” do jornal golpista da quinta-feira, 20 de abril. A matéria conclui que “o  jornalismo profissional e consequente, mesmo com todas as suas limitações, felizmente começa a reagir. De sua sobrevivência depende a saúde da democracia”.

Essa “reação” que o texto diz se refere à resposta da imprensa burguesa diante das acusações de que ela é mentirosa até o osso. Acusações feitas, inclusive, pelo próprio presidente norte-americano, Donald Trump, que está sendo atacado pelo setor que domina o regime.

O texto ainda diz que Lula e o Partido dos Trabalhadores estão em guerra contra a imprensa, e que fazem um chamado a lutar contra a imprensa que colaborou no golpe de Estado. Isso que Lula e o PT fizeram, de acordo com a publicação do Estadão, seria “uma guerra em curso, sem fronteiras, contra a imprensa livre e crítica”.

O que chama a atenção, sempre, é o cinismo da imprensa. O jornal O Estado de S. Paulo é um dos integrantes do nacionalmente chamado PIG, Partido da Imprensa Golpista. O PIG é um seleto grupo de magnatas que detém o monopólio das comunicações no Brasil.

Imprensa livre e crítica, em primeiro lugar, não tem absolutamente nada a ver com monopólio das comunicações.

Por outro lado, já é possível perceber os efeitos da campanha contra a liberdade de expressão, campanha iniciada pela direita golpista e seguida por praticamente por todo o Poder Judiciário e os jornais lacaios do imperialismo.

O companheiro Rui Costa Pimenta, presidente do PCO, por exemplo, é alvo de um processo que visa prendê-lo por emitir sua opinião e, mais ainda, ter dito umas verdades, como a necessidade de ocupar Curitiba contra a prisão de Lula, no dia 03 de maio. Para a direita, falar isso é crime.

A imprensa burguesa afirma, na maior cara de pau, que é preciso sair em defesa da verdade, quando eles mesmos mentem a cada segundo que passa.

Não se trata aqui de defender “a verdade”, mas de defender a liberdade de expressão, para que seja dito qualquer coisa sobre qualquer assunto. Esse deve ser um direito irrestrito, sem qualquer limitação de qualquer espécie.

Se é assim, para uma livre expressão é preciso, em primeiro lugar, lutar contra o monopólio da imprensa, contra o PIG. Denunciar suas mentiras em órgão de imprensa próprio, independente da burguesia, financiado, organizado, produzido e difundido pela classe operária.

Da mesma forma, é preciso impedir o fortalecimento dos órgãos de repressão do Estado. Se algum direitista fala uma bobagem, algo ofensivo, é preciso combatê-lo por meios próprios, não através de “representações” no Ministério Público, órgão abertamente golpista.

A questão da criação e desenvolvimento de uma imprensa independente, ampla e de massas, é um dos fatores fundamentais na luta pela liberdade de expressão, na luta contra o golpe de Estado.

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