A destruição da CLT é “urgência” para os golpistas

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A crise do governo golpista já estava aberta com a dificuldade de aprovar a reforma da Previdência. A impopularidade das propostas que na prática acabam com as aposentadorias obrigou o governo a manobrar com uma série de recuos parciais e adiar a votação para o início de maio.

Rascunho automático 67

Essa semana, a proposta de reforma Trabalhista apresentada pelo governo também revelou a dificuldade de obter coesão dentro da própria bancada golpista. Ao propor que a votação da reforma fosse colocada em regime de urgência pela Câmara, o governo foi derrotado.

A derrota pegou os golpistas de surpresa e deixou o governo em estado de alerta, já que a reforma Trabalhista é tratada com certo consenso entre os diversos setores da burguesia. Diante do resultado adverso, o governo tratou de colocar em marcha os típicos expedientes golpistas no Congresso. Primeiro tratou de “convencer” os deputados a mudarem o voto e depois simplesmente refez a votação, passando por cima do primeiro resultado e aprovando a urgência. A manobra, no entanto, não é capaz de esconder a crise, que prevê também que as enormes dificuldades com a Previdência vão se manter.

A urgência vai fazer com que o projeto vá para plenário mais rápido, ou seja, vão pular etapas. O requerimento de urgência foi aprovado por 287 votos a 144. Eram necessários 257 para a aprovação. Com isso, a proposta do relator deve ir para votação na Comissão especial já na terça-feira, dia 25, e a votação em plenário na quarta-feira, dia 26.

Os golpistas exigem urgência para destruir os direitos dos trabalhadores, acabar com a CLT. A reforma trabalhista significa o fim dos direitos, como por exemplo, a prevalência do negociado sobre o legislado, que deixa o trabalhador nas mãos dos patrões ao permitir que uma lei coletiva seja atropelada por uma negociação individual, parcial ou local. Isso significa que os trabalhadores estarão desamparados.

Com a reforma trabalhista a direita golpista quer fazer as condições de vida dos trabalhadores retornarem ao século XIX. Esse é um dos mais violentos ataques à classe operária brasileira dos últimos anos. Para enfrentar essa e todas as medidas dos golpistas, é preciso lutar contra o golpe, derrotar o plano dos golpistas de conjunto.

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