Luciana Genro: “delata pai, delata partido… eu também sou da família também quero delatar”…

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Chegou o dia em que o Psol apareceu na Lava Jato; na delação feita pelo executivo da Odebrecht ao Ministério Público Federal (MPF) diante de uma câmera. Pedro Novis disse ter ouvido falar que a dirigente do partido, Luciana Genro, recebeu recursos via caixa 2.

Rascunho automático 67

A relação de Genro seria com Alexandrino Alencar, outro executivo da Odebrecht. “Foi na época, do próprio Alexandrino e do diretor regional lá [no Rio Grande do Sul]. Comentavam que esses recursos estavam sendo para atendimento a essas pessoas.” Além do Psol, foram delatados parlamentares do PMDB, PSDB-RS, e PT no Rio Grande do Sul.

A situação é conhecida e o tipo de acusação é o mesmo que já levou à condenação outras lideranças políticas. Em acordo de delação premiada, pessoas estão acusando lideranças da esquerda sem qualquer prova.

Diante disso, esta poderia ser mais uma matéria deste jornal contra as arbitrariedades da Lava Jato, Polícia Federal, Ministério Público e Sérgio Moro etc. Mas não pode ser.

Primeiro porque o Psol e particularmente Luciana Genro são defensores da “justiça” e da “limpeza do país contra a corrupção”, feitas por Sérgio Moro e seus comparsas “doa a quem doer”. Segundo, porque, logo que o depoimento de Novis foi revelado pela imprensa, Genro tratou de fazer um vídeo para desmentir as acusações usando o mesmo método dos golpistas, a delação.

Delata pai, delata partido…

No vídeo da verdade acusa o pai, Tarso Genro do PT, de ter relações com a Odebrecht enquanto era governador do Rio Grande do Sul; e o próprio partido, ou melhor, a juventude da corrente interna do Psol a qual pertence (o MES-Movimento Esquerda Socialista) de receber dinheiro da empreiteira.

Para mostrar sua inocência contou uma história sobre como conheceu Alexandrino e revelou e-mails trocados com o executivo. Ela afirma que os e-mails são prova de que teria rejeitado a tentativa de Alexandrino de conseguir favores junto ao governo de seu pai.

Com esses e-mails ela, na verdade, revela que o pai tinha relações muito próximas com a empresa, inclusive com viagens em comum; e que o cursinho popular Emancipa, fundado por ela, recebeu doações da Odebrecht através do próprio Alexandrino, a pedido dela.

Em linguajar chulo, ela “tentou tirar o dela da reta” para apontar o do outro, mas apenas revelou os podres do seu próprio partido.

Para usar uma metáfora, é como se diante da Gestapo gritasse “eu não sou judia”, indicando que a polícia nazista estava fazendo tudo certo, mas, no seu caso, estava pegando a pessoa errada.

Ela não reconhece que é uma perseguição nem mesmo no seu caso e para se defender saiu atirando em todo o mundo, inclusive no próprio partido e no seu pai.

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