Há um ano mexeram com uma, mas “não mexeram com todas”

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Uma das expressões comuns das feministas na atualidade é “mexeu com uma mexeu com todas”. Isso foi amplamente difundido recentemente pela imprensa, como a Rede Globo, com o caso do ator José Mayer (leia aqui). Remete a solidariedade entre as mulheres, e dentro do próprio movimento de mulheres que estaria sendo provocado cada vez, ou em cada caso envolvendo discriminação, abuso, assédio etc. contra outras mulheres. Inclusive há um termo que define melhor: sororidade.

Rascunho automático 67

Acontece que a sororidade das feministas tem sido seletiva. Ao mesmo tempo que coletivos feministas se sensibilizaram com o tratamento dado pelo patrão Silvio Santos a Rachel Sheherazade, jornalista do SBT e da rádio Jovem Pan, também conhecida como “Bolsonaro de saias”, por frases fascistas clássicas como “tá com pena leva para casa”.

O tratamento dado à Dilma Rousseff, que um ano teve seu processo de impeachment aberto pela Câmara dos Deputados – então, presidida por Eduardo Cunha – foi completamente diferente

Em grande medida tudo o que Dilma sofreu foi por ser mulher. Essa condição possibilitou que a vilania dos golpistas, da direita fascistóide ganhasse proporção gigantesca, propagandeada por toda imprensa capitalista, e a esquerda pequeno-burguesa foi totalmente envolvida nessa campanha golpista.

A posição dessas feministas diante da perseguição contra Dilma Rousseff mostra que a expressão é pura demagogia na boca da esquerda pequeno-burguesa.

Leia também: Imprensa golpista: quanto mais inimigo das mulheres, maior a demagogia

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