Imprensa burguesa faz pressão pela volta do financiamento privado de campanha

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Em 2015, a então presidenta eleita Dilma Rousseff, sancionou o Projeto de Emenda à Constituição (PEC) que determinava o fim do financiamento privado de campanhas políticas. Considerado a “porta de entrada da corrupção”, esse tipo de financiamento, que se baseia na relação financeira entre empresas privadas e partidos políticos, com base nos seus interesses, foi retirada, teoricamente, do jogo político eleitoral.

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A sua contrapartida, o financiamento público, destinaria verbas igualitárias aos partidos, coibindo ou afastando a possibilidade do processo eleitoral ficar sujeito à prática da corrupção.

Porém, apesar de agora ser proibido pela Constituição, o financiamento empresarial continua a abastecer as campanhas eleitorais dos partidos burgueses. A proibição, de fato, só tem validade para os partidos que não estão alinhados com a burguesia.

Contudo, a burguesia vê nessa proibição uma forma de barrar o controle que exerce sobre o Estado e sobre o processo eleitoral. Isso fica evidente na campanha que a mídia burguesa vem fazendo sobre o caso. Como porta-voz da sua classe social, ela se incumbe desse trabalho, ecoando tal e qual ideia condizente com seus objetivos.

A mídia burguesa golpista, diante desse panorama, está entrando numa campanha, pedindo a volta do financiamento privado.
Como dito, para a burguesia é essencial manter o controle do processo eleitoral e isso se expressa na questão financeira.

Claro que isso não se dá por uma defesa incondicional do financiamento privado. Para eles deve haver regulação dos financiamentos, não a proibição, já que “a corrupção não estaria na atividade empresarial em si”, mas em algumas relações pontuais e espúrias entre o público e o privado. Uma farsa, que chega mesmo a se expressar num “zelo” pelo dinheiro dos contribuintes, justificando a campanha.

Enfim, a volta do financiamento privado de companha seria a retomada formal desse controle, além de estar no pacote junto de outros pontos que também, de quebra, intensificariam o controle e fariam com que a burguesia mantivesse a esquerda de conjunto, de fora do processo eleitoral, como: a diminuição dos partidos políticos, de deputados, de senadores, o fim do foro privilegiado, etc., tudo isso, claro, num esforço para “renovar” democracia.

É preciso denunciar a farsa que a imprensa burguesa e a burguesia em geral querem impor ao já deteriorado regime político brasileiro, e impor realmente um sistema político que atenda os interesses populares e operários. A luta contra o golpe, que é um caminho para se combater isso, tem de ser intensificada para reverter a situação política brasileira.

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