Democratas querem votar autorização para Trump atacar Síria

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Semana passada, o presidente dos EUA, Donald Trump, lançou um ataque com 59 mísseis Tomahawk contra uma única base aérea das forças armadas sírias. Uma grande demonstração de força, com quase 30 toneladas de explosivos em cima de um único alvo. Foi a primeira vez que os EUA atacaram diretamente alvos do governo do presidente sírio Bachar Al Assad. A decisão de Trump, porém, não faz parte de sua própria política ou do programa que apresentou durante a campanha eleitoral. O ataque contra Assad é produto de uma pressão sobre Trump e expressa uma crise política que deve continuar durante seu governo: a contradição entre os setores mais poderosos do imperialismo, que perderam o controle das eleições, e setores mais fracos, representados por Trump.

Diante dessa contradição, Trump foi criticado por não ter pedido autorização do Congresso para atacar Assad. Assim, os maiores monopólios econômicos e bancos aproveitaram para queimar Trump, depois de tê-lo pressionado a atacar a Síria. Ganharam politicamente de um lado e de outro. Agora, a líder da minoria na Câmara, a democrata Nancy Pelosi, escreveu para Paul Ryan, republicano  da Câmara, uma nota pedindo que o Congresso debata uma nova autorização para o uso de força militar para o governo.

Trump foi criticado por continuar usando uma autorização de 2001, usada durante todo o governo de Barack Obama para todas as ações militares no Oriente Médio. Agora os democratas querem aprovar uma nova autorização, o que pressionaria Trump ainda mais na direção da política dos setores que controlavam o governo diretamente anteriormente. Trump foi pressionado a atacar sem autorização, agora a autorização será uma forma de pressioná-lo para aprofundar a política que não é sua política preferencial.

Rascunho automático 67

As autorizações do Congresso para uso de força militar contra países estrangeiros substituem as declarações de guerra dos EUA, que oficialmente esteve em guerra oficialmente pela última vez na Segunda Guerra Mundial, embora desse então tenha estado praticamente em guerra permanente. A proposta de uma nova autorização foi introduzida pelo republicano Jim Banks em março, e teoricamente autorizaria Trump a combater o Estado Islâmico (EI). Na prática, os setores que pressionam o governo para ampliar a intervenção norte-americana na Síria esperam que a autorização sirva para chancelar uma guerra mais direta contra o governo da Síria e o presidente Bachar Al Assad. A derrota de Assad, objetivo do imperialismo na guerra síria desde o início, seria, como o próprio Assad alertou em uma recente entrevista, “deletar a Síria do mapa”.

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