As privatizações das universidades, próxima vítima na mira dos golpistas

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O governo golpista de Michel Temer, após vários ataques contra a classe trabalhadora brasileira como a terceirização, a reforma da Previdência, a reforma do ensino médio, o golpista agora quer cobrar mensalidades em Universidades e Institutos Federais. Um ensaio, caso seja aprovado, para a privatização de todo o ensino superior público brasileiro.

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Maria Helena Guimarães de Castro, a secretária-executiva do Ministério da Educação, defendeu com veemência o projeto do golpista, em uma reunião com dirigentes da Federação do Sindicato de Professores e Professoras de Instituições Federais de Ensino Superior e de Ensino Básico Técnico e Tecnológico (Proifes-Federação), no mês passado em Brasília (DF).

“Eu sou de universidade, defendo a educação pública, mas acho que temos de olhar para a situação real. Não podemos criar situações incompatíveis com o mundo que estamos vivendo, de queda de receita, de mudança no paradigma da economia do país. Nós só aumentamos em folha de pagamento”, afirmou Maria Helena durante a reunião. “O Brasil não pode ficar fora do mundo real”, disse.

A necessidade de cobrança de mensalidade nas universidades federais foi fortemente defendida pelos governos Fernando Henrique Cardoso (PSDB), de 1995 a 2002, período em que Maria Helena ocupou a presidência do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e a mesma secretaria executiva do MEC.

O projeto neoliberal do governo golpista ataca a educação em todos os níveis. A primeira etapa é o abandono e o sucateamento, como na UERJ, depois o desmonte para a completa privatização, entregando o ensino público para os barões da educação privada.

O abandono e o sucateamento, os cortes de recursos e a proposta até de cobrança de mensalidades atingem também UNESP e UNICAMP. Há pouco tempo o governo golpista de Michel Temer sinalizou que tem intenção de privatizar o ensino médio e superior.

O neoliberalismo avança sobre a educação superior, tendo como protagonista o PSDB em São Paulo e o PMDB no governo Federal. O golpe consiste em privatizar todos os setores da educação pública.

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