República de Curitiba: câmara americana de comércio

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Assim como a República do Galeão investigava o atentado contra Carlos Lacerda com o fim de derrubar Getúlio Vargas, a Lava Jato foi investigava a corrupção na Petrobras com o objetivo de derrubar Dilma Rousseff.

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“República” porque na prática se constituíram em um Estado dentro do Estado, com suas próprias leis e com poderes que jamais poderiam ter em uma operação normal. São operações golpistas por suas próprias características.

No entanto, a de Curitiba foi muito além da do Galeão em um quesito: o de entregar a economia nacional nas mãos dos norte-americanos.

A  Lava Jato, disfarçada de operação moral e ética, com o objetivo de limpar a corrupção das estatais brasileiras, provocou de fato uma devastação econômica.

Começou por minar o desenvolvimento das indústrias petrolífera, naval, nuclear, entre outras. Setores que o imperialismo quer manter totalmente sob seu controle, tanto pelo seu caráter estratégico quanto pela lucratividade.

Nesse sentido, criaram tal crise na Petrobras que acabaram desmantelando a empresa. Com vários executivos presos, dívidas executadas, com dificuldade de conseguir empréstimos, em 2014, ano em que a Lava Jato foi deflagrada, pela primeira vez desde 1991 a empresa teve um prejuízo anual. A empresa foi obrigada a vender fatias da BR Distribuidora, de gasodutos, térmicas e campos do pré-sal para pagar as dívidas.

Depois do golpe, finalmente, com a ajuda de José Serra, o homem que prometeu aos norte-americanos que entregaria o petróleo brasileiro, o marco regulatório foi modificado, tirando uma das barreiras que dificultavam a participação das empresas estrangeiras na exploração do petróleo brasileiro.

Depois da Petrobras, as empreiteiras brasileiras ficaram todas de fora das licitações da Petrobras, entregando essa fatia extremamente lucrativa do mercado para o capital internacional. A Odebrecht, por exemplo, estava envolvida na construção do que seria o primeiro submarino nuclear nacional e foi praticamente aniquilada. Dos 15 países onde estava presente, quase todos encerraram contratos com a empresa após a Lava Jato. Mais mercado aberto para o imperialismo.

Do ataque à Odebrecht a Lava Jato passou para a Eletronuclear, com a prisão do almirante Othon Pinheiro, considerado o pai do programa nuclear brasileiro. O programa nuclear brasileiro estava paralisado pelo menos desde o governo Collor e recebeu novo impulso com Lula. O programa para a construção do submarino certamente será engavetado pelos golpistas. Afinal, país atrasado não pode ter programa nuclear, é o que os países ricos, armados até os dentes, repetem insistentemente.

E quando todos achavam que com a devastação no setor energético, os Estados Unidos haviam atingido seu objetivo, surge a Operação Carne Fraca, feita com tamanho escândalo que ameaça acabar com as exportações do Brasil, que era até então líder mundial de exportação de carne.

Como pode a Polícia Federal fazer uma investigação de tal modo que cause a destruição de um ramo inteiro da economia?

A República de Curitiba age descaradamente para favorecer a entrada do capital internacional no Brasil (nos ramos em que ainda são fracos) e para ocupar as pequenas fatias de mercado conquistadas pelas empresas brasileiras no exterior.

Não são investigações, são campanhas publicitárias de envergadura internacional em favor das empresas estrangeiras. Que outro objetivo teria todo o estardalhaço em torno da JBS e da BRF? O que a PF quer acabando com as exportações dessas empresas? Desse modo, a República de Curitiba revelou a mão do Tio Sam por trás de suas operações.

Qual será o próximo alvo? Que outros empresários brasileiros estão ficando ousados e entrando nos domínios norte-americanos?

Não é só o petróleo, nem o programa nuclear. O imperialismo norte-americano quer dominar tudo. Quer acabar com toda a indústria brasileira. Quer transformar o País em um mero exportador de matérias primas baratas e consumidor de produtos industrializados, ou antes quer aprofundar essa situação. Quer um Brasil completamente dependente e submisso.

A Polícia Federal de Curitiba, Sérgio Moro e sua turma se vestiram de caçadores de corruptos, mas não passam de representantes dos interesses comerciais norte-americanos.

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