Correios altera nome de setor e retira direitos de carteiros

Compartilhar:

Com a política de pilhagem da Empresa de Correios e Telégrafos (ECT), a direção do CTP-Jaguaré, o maior conglomerado de trabalhadores de São Paulo e do país, com mais de 4.500 trabalhadores, resolveu mudar a denominação de vários setores dentro do prédio.

Rascunho automático 67

O primeiro a ser alterado foi o Centro de Tratamento de Encomendas (CTE) Leopoldina. Neste setor, além de Operador de Triagem e Transbordo (OTT) existem motoristas e carteiros. Porém, os carteiros estão sem receber o adicional de risco, que lhes são de direito, desde quando o CTE começou a se chamar CTC Leopoldina; os motoristas também estão sendo prejudicados. Ou seja, os trabalhadores que contavam todos os meses com o valor do adicional, agora nem sabem se voltarão a recebê-lo.

Os trabalhadores denunciam que ninguém quer resolver o problema e que já falaram com o gerente geral e com os gerentes dos turnos, sendo que até agora nenhuma solução foi tomada. Ao contrário, cada uma das gerências, chefias etc. diz que não pode resolver e essa novela já está ultrapassando um semestre, o que é um absurdo.

Os trabalhadores afirmam que também já comunicaram o sindicato, que sequer providenciou um boletim denunciando o problema. “Estamos sem ter a quem recorrer”, dizem.

Com a política do governo Federal golpista, de Michel Temer, de enxugar a empresa para entregá-la aos abutres imperialistas, os trabalhadores são o principal alvo dos ataques.

Esta é a mesma política de entrega das demais estatais brasileiras, como a Petrobras, o pré-sal etc. onde estão ocorrendo inúmeros processos de demissões.

Para derrotar esta política de rapina, de dilapidação do nosso país é necessário a mobilização de todos os trabalhadores e a população.

artigo Anterior

Novo Causa Operária: às ruas contra o golpe e a Reforma da Previdência

Próximo artigo

Sobre as intenções da República do Paraná

Leia mais

Deixe uma resposta