Por que lutar pela reforma agrária

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Para os marxistas, a questão agrária diz respeito a um problema democrático. Isso significa dizer que a reforma agrária é uma tarefa da revolução burguesa que não foi realizada nos países atrasados. O problema é que não foi e nem será realizada pela burguesia desses países.

Campanha Financeira 3

Na época das grandes revoluções burguesas nos Países de capitalismo avançado, a burguesia ainda era uma classe revolucionária que ascendia ao poder, deixando para trás a nobreza e todos os resquícios do sistema econômico feudal. O grande latifúndio é, portanto, um resquício feudal. As revoluções burguesas elimiram a latifúndio e distribuiram as terras para os camponeses.

Nos Países atrasados, no entanto, as burguesias nacionais não fizeram suas revoluções, se tornaram dependentes das burguesias dos países que hoje formam o seleto grupo de países imperialistas. A opressão imposta pelo imperialismo nesses países atrasados impede a burguesia de realizar as tarefas democráticas da revolução burguesa. A burguesia, tanto nos Países imperialistas como nos países atrasados, há muito já se tornou uma classe contrarevolucionária. Por isso, é a classe operária, através de suas organizações, que precisa levar adiante a luta pela reforma agrária e demais tarefas da revolução burguesa.

De um ponto de vista geral, esse é o motivo pelo qual os marxistas, ou seja, o partido da classe operária, precisa incorporar ao seu programa a luta pela reforma agrária. Se acabar com o latifúndio não é possível avançar nas tarefas da própria revolução proletária. A ditadura do proletariado tem como tarefa central lutar em unidade com os camponeses para acabar com o tatifúndio e realizar a reforma agrária. Nos países atrasados, a revolução proletária deve ao mesmo tempo realizar as tarefas democráticas que deveriam ter sido feitas pela revolução brugeusa.

Como diz o programa do PCO: “A oligarquia agrária é uma classe parasitária, pois seus rendimentos e sua riqueza derivam de um monopólio da propriedade do solo. Esta oligarquia constitui um dos principais laços sociais com o capital financeiro imperialista”.

Para realizar tal tarefa, o partido revolucionário, precisa organizar, sob a direção política da classe operária, a luta no campo. Por isso, o PCO levanta em seu programa o interesse incondicional dos camponeses. Vejamos alguns pontos do programa do partido.

A expropriação do latifúndio

Como dissemos, o latifúndio representa o que há de mais reacionário na sociedade. É preciso expropriar os latifúndios e a grande empresa agroindustrial, sem indenização, distribuindo as terras para que nelas trabalha. Mais do que isso, é preciso que as organizações operárias controlem as empresas agrícolas.

Financiamento dos agricultores

Além de distribuir a terra, é preciso assentar imediatamente todos os camponeses sem-terra que estão ocupados e colocar em prática um programa econômico que dê condições para que os camponeses possam desenvolver sua atividade. Por isso, o PCO propõe financiamento para os assentados e pequenos agricultores para a compra de máquinas e fertilizantes, além de garantir condições para a distribuição dos produtos agrícolas.

 

Fim da repressão aos sem-terra, direito à autodefesa

Além de tudo isso, é preciso garantir aos sem-terra, que sofrem a ameaça de morte constante da classe mais reacionária que é são os latifundiários, o direito de se auto defender e se armar. Basta de massacres no campo.

Só assim, os interesses dos componeses estarão ligados à luta da classe operária e demaais trabalhadores da cidade.

 

 

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