“Moro-45” faz campanha política nos depoimentos

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O juiz federal Sérgio, responsável pela Operação Lava-Jato, vem demonstrando dia após dia suas motivações políticas na condução das investigações. No interrogatório feito à Henrique Meirelles, atual Ministro da Fazenda, agiu de forma deliberadamente política ao interferir nas perguntas que eram direcionadas ao ministro.

Rascunho automático 67

Moro indeferiu uma pergunta feita pelo advogado de defesa de Lula, Cristiano Zanin Martins, realizada sobre a gestão do petista na presidência da República. O advogado perguntou para Meirelles se o governo Lula trouxe benefícios para o Brasil e não em interesse próprio. A justificativa dada por Moro ao veto é que se tratava de uma “campanha política de defesa do governo Lula” e não de uma pergunta relevante para a defesa.

É notória a intenção política de Moro ao anular esse questionamento. Henrique Meirelles foi convidado pela defesa de Lula para ser testemunha e, como Lula está sendo atacado por uma questão política, os meios dele refutar essas acusações devem ser também dessa mesma natureza. Na fala de Moro, apenas ele enquanto juiz federal estaria apto para realizar suas barbaridades políticas imperialistas e não quem está sendo acusado.

Zanin respondeu: “Não estou fazendo propaganda política. Eu sou advogado. Só estou enfrentando a acusação difusa que o Ministério Público lançou nos autos”. Lula está respondendo uma ação por recebimento de propina na reforma de um tríplex situado no Guarujá.

Esse tipo de trabalho feito por Sérgio Moro, de impedir que a defesa de uma pessoa se comporte livremente segundo os interesses do acusado, é típico de situações em que as liberdades democráticas estão rigidamente controladas pelo Estado burguês.

Para que essas ofensivas contra os direitos mínimos da população sejam, de fato, repudiadas e eliminadas dos meios da justiça brasileira, é preciso uma ampla campanha popular pela anulação do impeachment sofrido por Dilma Rousseff. Em um País em que uma presidenta foi tirada do seu cargo sem nenhum crime comprovado, tais aberrações jurídicas ficam cada vez mais comuns, com o judiciário agindo de forma cada vez mais ditatorial.

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