O golpe em crise: aliados vão abandonando Temer

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No começo deste ano, antes mesmo do carnaval, o governo golpista de Michel Temer já teve diversas baixas, algumas delas, inclusive, muito significativas.

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O ministro das relações exteriores de Temer, o senador tucano José Serra, recentemente anunciou sua saída do governo, afirmando supostos problemas de saúde; o ministro de Governo Geddel Vieira Lima também saiu há alguns meses, em novembro; antes dele, no mesmo mês, o responsável pela pasta de Cultura, Marcelo Calero, deixou Temer.

Agora, mais um dos articuladores do presidente golpista também ameaça entrar no grupo – que vai se tornando mais amplo – de dissidentes do governo. Neste sábado, 4, o periódico golpista O Estado de São Paulo publicou um artigo afirmando que Sandro Mabel, um dos articuladores de Temer, procurou-o para declarar sua saída do governo.

A notícia da imprensa burguesa não passa de uma especulação, não apresenta dados concretos, apenas “conversas de corredor”. Apesar disso, expõe, e o jornal tenta se aproveitar disso, os interesses políticos do imperialismo, um dado concreto: a crise do golpe.

Vários nomes importantes do governo estão deixando as fileiras do governo golpista. O golpe passa por um impasse; de um lado, o imperialismo tenta colocar em cena um governo neoliberal mais forte, menos vacilante na hora de colocar suas reformas e ataques à população, de outro, uma crise social e uma tendência a resistência aos ataques da direita vem se mostrando cada vez mais iminente – por isso, também, a direita colocou os militares nas ruas.

Para o movimento operário e popular, a perspectiva deve ser apenas uma: unir-se todos sob a bandeira antigolpista, criar comitês de luta contra o golpe para derrotá-lo junto com suas medidas totalmente reacionárias e antipopulares. É o momento de se aproveitar da tontura dos golpistas para impor-lhes uma derrota.

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