Lutar contra o golpe é defender as organizações dos trabalhadores

Compartilhar:

Os golpistas e seus governos vem preparando uma intervenção nos sindicatos, partidos de esquerda e, principalmente, na maior Central Sindical da América Latina – a única que foi fundada com base nas grandes lutas operárias no final da década de 70, ou seja, uma verdadeira central sindical, a CUT (Central Única dos Trabalhadores). Isso, sob  pretexto  absurdo de “mau uso do dinheiro do imposto sindical”, com o objetivo único e exclusivo de liquidar com as organizações dos trabalhadores, no momento em que o regime caminha cada vez para uma ditadura com ataques brutais à classe trabalhadora.

Rascunho automático 67

As medidas tomadas pela justiça golpista, que demonstra o caráter ditatorial da direita, é de sistematicamente aplicar multas pesadíssimas aos sindicatos ligados à CUT em se tratando das greves das diversas categorias. São os mesmos métodos utilizados dos anos do governos de Fernando Henrique Cardoso (PSDB) quando liquidou com a histórica greve dos Petroleiros em 1995, ocupando refinarias com tanques e metralhadoras, à mando do governo do PSDB e DEM (então PFL), sendo os sindicatos, ligados à CUT, submetidos a multas milionárias em julgamentos farsas, decretando a greve abusiva pelo TST (Tribunal Superior do Trabalho), com o claro objetivo de liquidar com a entidade dos trabalhadores.

O judiciário, no atual processo golpista, vem se destacando com uma peça fundamental para aprofundar a política de ataques aos trabalhadores. A justiça é um dos principais pilares do golpe de Estado e quer a todo o custo invadir e criminalizar as organizações dos trabalhadores que existem para defender a sua classe, para preservar os seus direitos que estão sendo atacados violentamente pelo governos golpista de Michel Temer.

Toda essa ofensiva da direita às organizações dos trabalhadores revela a contradição de setores da esquerda, inclusive setores majoritários de parlamentares dentro do próprio PT, que tendem a se acomodar com o atual quadro político criado pelos golpistas, defendem  “deixar o golpe para trás” e continuaram a exercer uma atividade parlamentar “normal”, ou seja, exercer uma oposição conciliadora com os golpistas.

A estratégia da capitulação e de conciliação com os golpistas é um beco sem saída na luta contra o golpe, na atual etapa de crise do capitalismo, esse prato não está no cardápio da direita golpista. O que vem por aí é um maior ataque aos trabalhadores, a população e suas organizações, principalmente à CUT, que continua sendo uma organização uma organização fundamental para a luta dos trabalhadores do campo e da cidade.

artigo Anterior

Rendição aos golpistas: Humberto Costa “amarelou” na Veja

Próximo artigo

Aloysio Nunes, mais um capacho no Itamaraty

Leia mais

Deixe uma resposta