Golpistas vão do “xô CPMF” para o “viva a CPMF”

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Liderados pelo PSDB e DEM, deputados que impediram a presidenta Dilma de aprovar a medida, estão prestes a “ressuscitar” o Imposto e acabar com IOF para favorecer os banqueiros

Há exatamente um ano, os tucanos, cínicos “combatentes” da “luta contra a corrupção” armaram um “circo” no picadeiro da Câmara dos Deputados (que nos perdoem os verdadeiros palhaços, profissionais do riso) com dezenas de cartazes com os dizeres “Xô, CPMF” (foto);

Dizendo se tratar de um “roubo”, de um ataque ao “povo brasileiro”, eles criticavam a ideia de recriar a Contribuição Provisória sobre Movimentações Financeiras e minavam assim a possibilidade de que o governo Dilma Rousseff tivesse condições de conter  déficit nas contas federais e manter condições de governabilidade, então, cada dia mais difíceis diante do cerco que lhe faziam os próprios deputados sob o comando de Eduardo Cunha, a justiça dominda pela direita e a imprensa golpista que preparavam a derrubada da presidenta por meio do impeachment.

À frente dessa “batalha cívica”, do “bem” contra o “mal”, dos “éticos” contrários a aumento de impostos, contra o governo “malvado” que queria “tirar do povo”, encontrava-se deputado Luiz Carlos Pauly (PSDB-PR), que teve o  Bradesco como maior patrocinador oficial de sua campanha. À época, “inimigo número um da CPMF”, em entrevista à rádio Câmara, apresenta-se como radical opositor do imposto, classificando como “inaceitável” e “inadmissível”.

Eles derrotaram  Dilma, na CPMF. A decisão criou maiores dificuldades para o governo, que foi devidamente explorada pelos golpistas que contaram com o apoio das agências internacionais de classificação de risco, que rebaixaram a nota do Brasil; a imprensa culpou o governo e a crise fiscal se agravou seriamente, servindo de pretexto para a derrubada da presidenta.

Passados, pouco mais de um ano. o deputado desponta na imprensa como relator da reforma tributária que o governo e os parlamentares golpistas estão debatendo no Congresso, sem o menor alarde da venal imprensa burguesa.

“Paladino da luta contra a CPMF”, o deputado tucano, desponta agora como principal defensor do imposto.

Agora, segundo ele  “a contribuição será mínima, como antigamente. E tudo é para o bem e para fazermos com transparência”.

Pauly, não apenas defende a volta do imposto, como anuncia que “a CPMF vai substituir o IOF”, ou seja, pretendem trazer de volta o imposto que atinge todos os usuários de contas bancárias (quase toda a população adulta) e acabar com outro que afeta apenas as operações financeiras. Tudo para favorecer a vida e os lucros dos “pobres banqueiros”, como os do Bradesco, que patrocinaram sua campanha e da maioria dos deputados e o golpe de estado.

Em seu apoio, outro tucano, o ministro-chefe da Secretaria de Governo, Antonio Imbassahy (foto), afirmou a possível substituição de  impostos existentes por novos, seria uma uma “modernização do sistema tributário brasileiro”. Isso porque, além de recriar a CPMF o deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR), anunciou que seu relatório incluirá a criação de um Imposto sobre Valor Agregado (IVA).

Rascunho automático 67

Os fatos e declarações evidenciam os reais objetivos dos golpistas antes e depois do golpe. Em nenhum momento esteve em questão a defesa de qualquer interesse da população. Ontem e hoje, se tratava de defender s interesses dos banqueiros e especuladores internacionais e “nacionais”, de garantir  golpe de estado para atacar muito mais duramente a população cm aumento de impostos, expropriação da riqueza nacional, aumento do desemprego, rua das aposentadorias e rebaixamento dos salários.

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