Os fundos de pensão das estatais na mira da direita golpista

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Um dos fundamentos do golpe de Estado no Brasil é o aprofundamento da política de rapina pela direita do patrimônio dos trabalhadores. Os alvos prioritários dos golpistas são os fundos de pensão das empresas estatais. Se somadas as quatro maiores, Previ (Banco do Brasil) Postalis (Correios), Petros (Petrobras) e Funcep (Caixa Econômica Federal) passam de mais de R$ 277 bi.

Rascunho automático 67

Setores vitais da economia nacional, tais como, telecomunicações, siderurgia, mineração, aviação, etc. tem como acionistas, em alguns casos acionistas majoritários, os fundos de pensão das empresas estatais. Esses fundos vêm sendo sistematicamente utilizados para beneficiar grandes capitalistas em crise. Mesmo tendo a participação dos trabalhadores (os verdadeiros donos dos fundos) nos conselhos deliberativos, quem manda mesmo nesses fundos é o governo federal e os capitalistas.

Os projetos de lei que tramitem no Congresso Nacional e que se dizem favoráveis a eliminar a “influência político-partidário” nos fundos, com a indicação de dirigentes e conselheiros, na prática tem o objetivo de adequar os fundos das estatais ao projeto de lei da desestatização. A justificativa de eliminar os partidos na realidade significa afastar os partidos da esquerda e as organizações dos trabalhadores para que apenas os “partidos” dos capitalistas dominem definitivamente os fundos.

Sistematicamente, a imprensa golpista vem fazendo uma campanha referente ao “déficit” nas entidades de previdência das estatais, e atribui o prejuízo à consequência do “aparelhamento” nos fundos, e logicamente culpa os trabalhadores pelo rombo, pois elegem os seus representantes nas diretorias. Toda essa campanha nada mais é do que a tentativa da direita de ter uma maior influência e controle dos fundos na tentativa de salvar da crise setores da burguesia, principalmente os banqueiros parasitas, roubando o dinheiro que é do trabalhador. Os projetos que tramitam no reacionário Congresso Nacional tem uma clara política de entrega completa do controle dos fundos, constituídos pelos trabalhadores, para os banqueiros.

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