Quem é Carlos Velloso, que pode ser o substituto de Moraes?

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Ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), indicado por Fernando Collor de Mello, exerceu mandato no supremo entre os anos de 1990 e 2006, Carlos Velloso tem formação em filosofia e direito. Ocupou a presidência do STF entre os anos de 1999 e 2001. Mineiro de 81 anos, amigo pessoal do golpista Michel Temer e do também golpista Aécio Neves (PSDB).

Rascunho automático 67

Carlos Velloso atende ao perfil “técnico”, “inquestionável” segundo assessoria da presidência, para ocupar a vaga de Alexandre de Moraes que deve substituir Teori Zavascki no STF. Favorável à operação Laja Jato, Velloso já afirmou que “a Lava Jato está passando a limpo o Brasil. Tem o apoio da sociedade brasileira e da mídia séria”.

De pensamento conservador e de relacionamento íntimo com os articuladores do golpe contra a presidenta Dilma Rousseff, Velloso preenche duas necessidades: a do golpista Michel Temer em ter alguém da sua confiança num ministério que tem recebido duras críticas em decorrência da crise do sistema penitenciário e sucessivas greves das polícias militares dos estados e também atende as exigência do PSDB, até aqui aliado do planalto na articulação das ações do governo golpista. Este segundo ponto merece um pouco mais de atenção, pois nada assegura a manutenção do PSDB na base de apoio ao golpista Temer que pode desembarcar a qualquer momento caso haja a intenção de blindar uma possível candidatura para 2018.

Fica claro a roda gigante que é o modelo político no Brasil. O ex-ministro do STF indicado por Fernando Collor, hoje senador pelo PTC-AL, voltará a ocupar uma vaga ministerial a partir da saída de Alexandre de Moraes. Quem ainda não se deu conta do jogo de cartas marcadas que é o modelo político brasileiro já está na hora de acordar. Paralelo a isso, o nome de José Maria Beltrame, ex-secretário de segurança do Rio e Janeiro também é especulado para assumir como o “supersecretário de Segurança Pública e Política Penitenciária”. Uma maneira de ter PSDB e PMDB “cuidando” da pasta de segurança. Ao perceber tantas aspas no decorrer do texto, é de se constatar que os novos responsáveis pela segurança são velhos replicadores do modelo que mata e segrega o trabalhador brasileiro.

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