Mesmo em “greve”, PMs comandaram assassinatos no ES

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No Espírito Santo, uma “greve” de PMs foi o pretexto para a imprensa e o governo golpista enviarem as Forças Armadas para ocupar o estado.

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A imprensa, para justificar a intervenção das Forças Armadas, propagou que a “greve” da Polícia Militar causou uma desordem total no Estado. Em Vitória, contam de saques a lojas, assassinatos, lugares em chamas; em suma, o cenário cinematográfico de um filme apocalíptico. O que colocam é que sem a Polícia, a vida se tornou um completo caos.

No entanto, moradores da cidade chegaram a afirmar que todo este “caos” só passaria a existir depois da propaganda intensa do jornalismo burguês. Tal declaração deve ser vista como muito possível, visto que estão usando de vários pretextos para colocar em cena o Exército nas ruas.

O que reforça ainda mais os argumentos dos moradores é a notícia do próprio governo golpista de Temer, que afirmou que os assassinatos no Espírito Santo são feitos de Policiais Militares fora do trabalho.

Tudo isto se mostra muito lógico dentro da conjuntura nacional. Os golpistas já colocaram, anteriormente, o Exército nas ruas sob o pretexto da realização de um evento internacional de grande importância, como as Olímpiadas e se aproveitando da crise do encarceramento em massa, que fez estourar rebeliões em presídios no Amazonas, Roraima, Rio Grande do Norte etc. É muito provável que a própria direita tenha provocado a greve de PMs e criado o “caos” com o objetivo de mais um pretexto para enviar os militares ao estado.

Nesta segunda, 13, em pronunciamento, o presidente golpista Michel Temer deu abertamente carta branca à intervenção militar. “O governo federal resolveu colocar as Forças Armadas à disposição de toda e qualquer hipótese de desordem no território brasileiro.”, afirma o golpista. Isto significa que o golpe colocou na ordem do dia a questão da intervenção militar. Agora, a direita está abrindo o caminho para os militares intervirem no caso de alguma possível revolta – causada pela própria política do golpe –, reprimindo a população e sitiando completamente o País.

Já são 13 estados sob intervenção militar ou ameaçados. O avanço dos militares no cenário nacional mostra muito bem que uma tomada dos militares está mais perto que a esquerda “não existe golpe” acha.

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