Senhores golpistas… tirem as mãos sujas da Petrobrás!

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Os corruptos conspiradores que assaltaram o governo em 2016, roubando o mandato legitimamente conquistado através do voto popular pela Presidenta Dilma Rousseff, já demonstraram claramente a que vieram. Todas as iniciativas dos golpistas até o momento se dirigem unicamente no sentido de modificar todo o regime político, instalando no país uma verdadeira ditadura para garantir os interesses dos capitalistas, em particular do imperialismo, articulador e financiador do golpe de Estado, juntamente com seus sócios tupiniquins menores.

Um dos alvos para onde a artilharia dos golpistas está mais direcionada – justamente pela pressão dos imperialistas financiadores do golpe – são os gigantescos campos de petróleo das reservas do pré-sal, uma imensa riqueza nacional que há muito vem despertando a cobiça dos abutres internacionais. Não tem outro significado a sórdida, intensa e cotidiana campanha de ataques, calúnias e destruição, por parte do monopólio da imprensa capitalista venal, contra uma das maiores e mais importantes empresas petrolíferas do mundo, a estatal brasileira Petrobrás.

Desde quando usurpou a cadeira presidencial, Temer e os golpistas vêm colocando em marcha uma verdadeira operação de desmonte e destruição da estatal. Para realizar esse trabalho criminoso de lesa-pátria, de verdadeira conspiração contra os interesses nacionais, convocou o tucano privatista Pedro Parente – especialista no trabalho de entrega do patrimônio público, aluno aplicado da escola do catedrático FHC, o príncipe das privatizações e da destruição do parque industrial brasileiro nos anos 90 – para assumir o comando da Petrobras.

Parente vem cumprindo fielmente o manual do imperialismo e dos golpistas no que diz respeito ao sucateamento da estatal. Embora em declarações diga, cinicamente, que não há nenhuma “intenção de privatizar” a empresa, todas as ações da administração tucana à frente da petrolífera se dirigem nesse sentido.

Com uma agenda que em tudo se assemelha aos compromissos da era FHC – que inclusive tentou mudar o nome da empresa para Petrobrax – o presidente golpista da estatal já reduziu drasticamente os investimentos da Petrobrás; colocou à venda ativos estratégicos, inclusive campos do pré-sal e subsidiárias lucrativas, ofertadas a preços de banana; voltou a encomendar navios e sondas no exterior e descartou empresas nacionais dos processos licitatórios, como fez recentemente no Comperj, convidando multinacionais envolvidas com corrupção. Seu próximo passo é abrir o controle societário das refinarias, como já vem sendo anunciado na imprensa.

Nenhuma trégua, avançar na organização e nas lutas da categoria.

Para dar uma resposta de conjunto a todos esses ataques contra os trabalhadores e a estatal, a única ação verdadeiramente conseqüente é a luta dos petroleiros contra os planos de destruição dos golpistas.

Nesse sentido, a FUP (Federação Única dos Petroleiros), entidade maior dos petroleiros, está trabalhando com um calendário de mobilizações que além de medidas judiciais para enfrentar o desmonte da companhia, prevê a realização de atos e outras formas de ação, como o Dia Nacional de Luta Contra a Privatização do Sistema Petrobrás, marcado para o dia 14 de fevereiro.

Está previsto também um ato político no Espírito Santo em memória das vítimas da explosão no navio-plataforma Cidade de São Mateus, da BW Offshore, que matou 9 trabalhadores e feriu outros 26. O acidente, ocorrido em fevereiro de 2015, evidenciou como as empresas privadas atuam na indústria petrolífera, precarizando as condições de trabalho, negligenciando a segurança e colocando em risco a vida dos trabalhadores.

Chamamos todos os trabalhadores que no seu cotidiano sofrem duramente com os ataques dos golpistas contra as suas condições de vida a se somarem a essas mobilizações, a participarem dos atos em todas as localidades onde eles ocorrerem.

A luta pela permanência da Petrobrás 100% estatal é de interesse de toda a classe trabalhadora e dos explorados que lutam contra a destruição dos seus direitos e conquistas por parte dos golpistas corruptos. A CUT e demais organizações de luta dos trabalhadores do campo e da cidade devem se somar a essas mobilizações e convocar outras categorias a se solidarizarem com os petroleiros.

Campanha Financeira 3

É essa a tarefa do momento. Fazer da luta dos petroleiros um pontapé inicial de reconstrução das mobilizações e da luta, reerguendo o movimento de massas no país, com grandes mobilizações contra os ataques dos golpistas, contra a reforma da previdência, contra a destruição da CLT, contra as instituições golpistas do regime (STF, MPF, PF, Congresso Nacional), pela anulação do impeachment e pelo restabelecimento da normalidade institucional do país através da recondução do governo democraticamente eleito.

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