Dória jardineiro – o mal pela raiz

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O prefeito demagogo de São Paulo continua sua obra de maquiar a cidade e a imagem de seu partido

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O prefeito de São Paulo, João Dória, assume um novo disfarce, o de jardineiro. O impressionante é que, onde ele vai, a imprensa vai atrás. Apareceu, dia 28 último, vestido de jardineiro e cortando grama em uma praça da cidade.

O interesse do Diário Causa Operária nas façanhas demagógicas do prefeito é o de traçar os próximos passos de sua gestão. E, como já pressentíamos, será uma gestão fascista. Expliquemos.

O jardineiro de São Paulo teve a brilhante ideia de acabar com as pichações – desejo antigo da classe média que não aguenta viver com riscos e rabiscos. Mas, como todo o mundo sabe, se alguém pinta um muro pichado, esse muro aparece pichado no dia seguinte. Até hoje, nenhuma medida ou ideia deu certo para deter os pichadores. Já tentou-se proibir a venda de tintas em spray (ou cadastrar os compradores); já se procurou reprimi-los de uma ou outra forma, mas nada disso adiantou.

Então, o Jardineiro teve duas ideias.

A primeira seria colocar plantas trepadoras nos muros pichados. A isso, o Jardineiro chama “jardins verticais”. Nós chamamos de unha-de-gato.

A segunda, a qual demonstra o caráter fascista desse governo, pretende entrar em um acordo com o Sindicato dos Taxistas de São Paulo para que os 38 mil motoristas de táxi da cidade fiscalizem e denunciem à Guarda Civil Metropolitana a ação de pichadores.

Isso significa criar uma sociedade de denúncias e implantar o terror na cidade de São Paulo. É a reedição da Operação Bandeirante, na qual os caminhões de uma empresa de distribuição de gás, a Ultragaz, denunciavam à polícia sempre que viam alguma atividade suspeita da esquerda. O dono da Ultragaz, um dinamarquês sádico, chamado Henning Boilesen, que sentia prazer em assistir às sessões de tortura dos denunciados.

A militância de esquerda tem de ficar atenta às atitudes do prefeito. Todas as ações dele se dão no sentido de promover uma repressão à população mais pobre de São Paulo. Hoje, são os pichadores. Amanhã, os usuários de crack. Depois, serão os movimentos contra o aumento das passagens. E, por fim… bem por fim, todo o mundo sabe aonde isso vai dar.

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