Encontro de Amsterdã termina com grande disposição de luta e importantes resoluções

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Rui Costa Pimenta

Rascunho automático 67

Terminou ontem, domingo, 29 de janeiro, o I Encontro Internacional pela Democracia e contra o golpe no Brasil. Foram três dias de discussão política e de deliberação a respeito dos rumos a serem seguidos pelos vários coletivos e indivíduos participantes. Ao final, pessoas e grupos, muitos sem grande experiência política, conseguiram concretizar essas discussão em um conjunto de resoluções sobre ações políticas e planos de trabalho comum que, sem qualquer dúvida, deverão impulsionar o movimento contra o golpe fora do país em um sentido muito positivo.

Participaram das discussões, por meio da Internet, coletivos dos EUA, do México, Austrália e outros lugares que não puderam estar presentes.

No segundo dia do Encontro, sábado, diversos convidados fizeram uso da palavra como os militantes petistas Breno Altman e Emir Sader, o professor da Universidade londrina de Middlesex, Francisco Dominguez, discutindo questões política diversas que serviram como um pano de fundo para as deliberações do Encontro.

Defesa de Lula

Um dos pontos fundamentais do Encontro foi a participação dos dois advogados do líder do PT Luís Inácio Lula da Silva, Cristiano Zanin Martins, diante do tribunal de Curitiba, dirigido por Sérgio Moro, e o australiano Geoffrey Robertson, que representa Lula na Comissão de Direitos Humanos da ONU.

Ambos explicaram pormenorizadamente o caráter persecutório das ação judiciais de Moro e do Ministério Público contra Lula e seu sentido antijurídico e puramente político. Segundo os representantes do ex-presidente, o que está acontecendo não é um processo jurídico propriamente, mas uma “guerra jurídica” (utilizaram a expressão inglesa “lawfare”, formada pela junção dos vocábulos law (lei) e warfare (guerra)) cujo objetivo seria o de aniquilar a pessoa e não cumprir nenhuma lei.

Os presentes mostraram-se ,extremamente interessados pelo tema e, ao final aprovaram uma resolução colocando a defesa de Lula contra a perseguição política e judicial como um dos pontos centrais da luta dos coletivos.

Defesa da Petrobrás e do petróleo brasileiro

A defesa da Petrobrás foi dos pontos de destaque do Encontro. A FUP, Federação Única dos Petroleiros foi um dos patrocinadores do evento e esteve presente na pessoa do diretor do Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense, Tadeu Porto.

O Encontro aprovou a luta contra a entrega do petróleo nacional e em defesa da Petrobrás como um dos pontos centrais da atividade dos brasileiros no estrangeiro. Os ativistas e coletivos mostraram durante os debates uma clara compreensão dos objetivos políticos e econômicos do golpe e do envolvimento dos países imperialistas e seus monopólios no golpe, como a petroleira francesa Total, que acaba de ganhar de presente uma das jazidas do Pré-sal.

Anulação do impeachment

O terceiro ponto político central a ser debatido foi a questão da anulação do impeachment da presidenta Dilma Rousseff. Tanto o PCO, como outros integrantes do movimento pela anulação do impeachment e dos Comitês de Luta Contra o Golpe do Brasil estiveram presentes para explicar aos presentes a campanha que teve ampla aceitação. O Encontro aprovou que os coletivos e movimentos devem apoiar esta campanha no exterior, o que é um importante passo adiante na luta pela anulação.

Uma parcela dos integrantes do Encontro estará presente em Bruxelas, na Bélgica, sede do Parlamento Europeu para, por intermédio dos deputados da esquerda daquela instituição, apresentar uma petição arguindo a ilegalidade jurídica e a ilegitimidade política do golpe no dia 1º de fevereiro próximo.

Nos próximo dias estaremos publicando os documento no Diário Causa Operária Online.

Plano de trabalho

Os representantes dos coletivos tornarão públicas as resoluções do Encontro no sentido de estreitar relações, sintonizar o trabalho jurídico, institucional, cultural e de comunicação dos integrantes nos diversos países, o que representará, sem qualquer dúvida, um importante aspecto da luta do povo brasileiro contra o golpe reacionário e pró-imperialista para o que, caberá às organizações existentes no Brasil dar a eles todo o apoio necessário.

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