Zumbido nas ruas: Dória – operação mãos sujas

Compartilhar:

Afonso Teixeira

Rascunho automático 67

Dória, procurando ser populista, varreu ruas, pôs a mão na massa e, agora, dá uma de dedetizador.

O prefeito João Dória, mal começou sua gestão, já se fantasiou de varredor de ruas, de pedreiro e, amanhã (12.1.2017), vai se vestir de dedetizador. O problema são os pernilongos. A cidade nunca esteve tão infestada desses bichos como agora. E isso combina com o Brasil, um país governado por insetos. E esses insetos, como os pernilongos que assolam São Paulo, andam resistentes aos inseticidas.

Não adianta colocar aqueles aparelhos nas tomadas, os insetos não se incomodam. Nem adianta usar inseticidas aerossóis, os bichos continuam voando.

A sorte de São Paulo é que são pernilongos comuns, do gênero Culex, e não aqueles que transmitem doenças. Sobre esses, nem adianta falar. Eles, há muito, venceram a guerra contra os seres humanos.

E são justamente os seres humanos aqueles que mais incomodam o prefeito Dória. Ao varrer as ruas, varreu os moradores de rua para baixo de um viaduto. Ao se fantasiar de pedreiro, ignorou as massas e preferiu posar ao lado de Regina Duarte, uma mulher que tem medo, tem muito medo. Amanhã, entretanto, veremos. Veremos o que fará o prefeito.

Prometeu passar com o caminhão de fumaça pelas margens do rio Pinheiros, logradouro dos insetos. Os bichinhos serão desalojados e buscarão abrigo nos lares e residências da zona Oeste.

A zona Oeste é, por sinal, hábitat de um outro tipo de inseto, o Coxulex. Enquanto o barulho do Culex assemelha-se a de um zumbido, o do Coxulex assemelha-se mais ao ruído produzido pela batida de um objeto metálico contra uma panela vazia.

Em 2016, o ruído dos Coxulex irritava muita gente. Em 2017, o ruído do Culex haverá de irritar muito mais. E para prevenir a cidade contra os Culex, João Dória promete exterminá-los. E, vestido de dedetizador, posará para fotos que estamparão jornais e portais.

A culpa é do calor, dizem os jornais. Mas os pernilongos vão nos meter em Frias, se para cá vierem seus primos, os Aedinus. Não se salvarão nem igrejas, nem Mesquitas. Só os animais Marinhos é que se salvarão, pois pernilongo não nada.

Agora, se o prefeito não quiser que os Culex infestem o hábitat dos Coxulex, é melhor ele desistir do fumacê. Aliás, fumacê era o termo originalmente utilizado para se referir à fumaça do cigarro de maconha. Eis aí uma grande ideia.

Vamos liberar a maconha. Podem ter certeza: fumaça de maconha faz muito mais efeito do que inseticida.

E do jeito que a crise anda, vamos ver político cheirando Neocid e fazendo baseado de espiral Detefon.

artigo Anterior

Mobilizar os trabalhadores para derrotar o golpe e barrar a destruição do ensino público

Próximo artigo

CNTE: Congresso começa com Ato com Lula e protesto contra golpe

Leia mais

Deixe uma resposta