Para o Estadão, propagandista do golpe, imprensa deve ser imparcial

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Uma coluna publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo demonstra o verdadeiro cinismo da imprensa burguesa. O artigo apresenta uma crítica ao chamado jornalismo considerado “parcial”. O editorial afirma que jornalismo não deve ser partidário, que jornalismo e militância são duas coisas incompatíveis.

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Segundo o editorial, um bom jornalismo deve ser isento, buscar entender os dois lados de determinado acontecimento. O engajamento político é caracterizado como algo negativo devido ao posicionamento ideológico e partidário de quem escreve.

O texto deixa claro o costumeiro cinismo da imprensa golpista. Apesar de falar em isenção e imparcialidade, jornais como O Estado de S. Paulo, assim como toda a imprensa não passam de veículos da opinião e da propaganda da direita e seus partidos.

A tal imparcialidade defendida no editorial não passa de mero discurso, em uma sociedade dividida em classes sociais, a imprensa monopolizada consiste em uma verdadeira máquina de divulgação da ideologia e da política da burguesia.

Isso pode ser visto claramente na campanha contra os partidos de esquerda, os sindicatos e movimentos sociais feita sistematicamente por todos os jornais. O golpe contra o governo do PT foi impulsionado principalmente pela propaganda de toda a imprensa contra o partido e suas lideranças, como o ex-presidente Lula. Isso sem falar na exaltação das manifestações coxinhas, na divulgação de denúncias sem provas contra o governo e o partido.

Na última semana, nota divulgada pelo jornalista Fernando Rodrigues revela que desde que o golpista Michel Temer assumiu o governo, as verbas destinadas para imprensa impressa, como a Veja, a Folha e o próprio Estado de São Paulo aumentaram cerca de 900%. Tal fato demonstra a total vinculação tanto ideológica, quanto financeira entre a burguesia e seus jornais.

Na realidade, o editorial do Estado de São Paulo é um ataque à esquerda, à imprensa independente, aos partidos e militantes. É uma tentativa de desmoralizar aqueles setores que se contrapõe e não se submetem ao monopólio dos veículos de comunicação dominados pela burguesia.

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