Zumbi dos Palmares – herói brasileiro

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Afonso Teixeira

Campanha Financeira 3

O dia nacional da consciência negra presta uma homenagem a Zumbi, um guerreiro negro que abrigava escravos foros.

A direita brasileira, que odeia os negros, contratou um garoto de programa “negro”, Fernando Holiday, para atacar as reivindicações do movimento negro.

O michê fala da “vitimização” do negro, afirmando que se os negros, se em vez de reivindicarem cotas e programas sociais, se empenhariam em trabalhar e estariam em muito melhores condições do que hoje.
O grande problema é que os negros sempre trabalharam. E trabalharam sempre mais do que os brancos. Na verdade, trabalharam mais do que qualquer outro povo em toda a história. Foram escravos.
E continuam a sê-lo.

Para o michê, o dia nacional da consciência negra presta homenagem a um negro que escravizava outros negros. Essa ideia foi retirada de um livrinho estúpido e mal-intencionado, “Guia politicamente incorreto da história do Brasil”, de Leandro Narloch, um verdadeiro fascista. Ele afirma, no seu livrinho, que Zumbi recolhia os escravos foros, não porque fosse bonzinho, mas para que trabalhassem como escravos para ele.

Essa afirmação é de uma imbecilidade sem igual.

Para que Zumbi precisava de escravos? O sistema econômico da colônia era baseado em mão de obra escrava e produzia para exportação. O escravo era necessário para o corte da cana. Depois de produzido, o açúcar era exportado pelos holandeses que o comercializavam na Europa. Era preciso um grande contingente de escravos para uma produção agrícola para exportação.

Zumbi não exportava nada e, portanto, não precisava de escravos. É claro que o “historiador” não se refere a isso. Refere-se ao fato de que os negros do quilombo trabalhavam na produção dos produtos necessários à sobrevivência do quilombo e que Zumbi era o maior beneficiado. O que significa isso? Apenas uma coisa: que Zumbi comia mais do que os outros e não trabalhava. A única conclusão que se pode tirar disso é que Zumbi era gordo.

O que ocorria no quilombo, e qualquer historiador sensato pode confirmar, era o trabalho comunitário. Todos trabalhavam para o sustento do quilombo. O fato de não receberem salário para isso não implica que esse trabalho era escravo. Creio que nem hoje seria considerado assim.

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