O PSOL e Freixo, os queridinhos da imprensa golpista

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A imprensa burguesa está em plena campanha a favor da candidatura de Marcelo Freixo (PSOL) para prefeito da cidade do Rio de Janeiro. Se não bastasse a capa de uma edição da Revista Veja, tradicional porta voz da direita atacando o bispo Marcello Crivella (PRB), a Folha de S. Paulo também também sai em campo para ajudar o “socialista”.

O jornal dedicou uma matéria extensa para reportar o Boletim de Ocorrência que Elisabete, viúva de Amarildo, fez contra a candidatura de Crivella. Segundo sua declaração, alguns apoiadores do bispo foram até sua casa e lhe propuseram um salário mínimo por mês por quatro anos e a reforma de sua casa na favela. Em troca teria que gravar um vídeo de apoio à Crivella.

Além dessa proposta, os homens teriam dado R$ 190,00 para que comprasse cocaína e álcool, para Elisabete sair dopada no vídeo. Ela os deixou em sua casa enquanto foi comprar e consumir cocaína, entretanto, não gravou o vídeo. Para fazer com que concordasse com a gravação, disse que Freixo e seu advogado desviaram uma arrecadação feita entre os artistas para a campanha “Somos todos Amarildo”.

Não é o caso de se analisar, do ponto de vista da política, a veracidade ou não dos fatos declarados. O que está em jogo é a campanha aberta feita pela mídia em favor da campanha de Freixo, posto que todas as acusações foram negadas por Crivella e todas as referências ao candidato do PSOL faziam uma aberta do candidato. O PSOL agora é o “queridinho” da imprensa golpista.

Ainda na Folha, a atriz Fernanda Torres em sua coluna mensal, expôs suas “preocupações” quanto a possibilidade de Crivella ser eleito, afirmando  que, embora se trate de um homem cordial, há a possibilidade de desrespeito à liberdade religiosa por parte do candidato evangélico.

Rascunho automático 67

Não é gratuito o apoio da imprensa burguesa ao PSOL. O próprio Financial Times, principal órgão dos banqueiros internacionais, traçou um belo perfil de Freixo evidenciando uma maior confiança no candidato da esquerda do que o candidato evangélico que foi ministro do governo deposto pela direita, de Dilma Roussef.

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