Estudante assassinado: o que realmente aconteceu?

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Na tarde da última segunda-feira (24), o estudante Lucas Eduardo de Araújo Lopes, 16 anos, foi assassinado no colégio Safel em Curitiba, ocupado pelos estudantes como resposta às medidas anunciadas pelo governo golpistas de ataque à população como a PEC 241 e a reforma do ensino médio. O assassinato rapidamente se transformou na principal bandeira dos golpistas para atacar o movimento estudantil, professores e pais que lutam contra o golpe.

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Até o momento pouco se sabe sobre o ocorrido, um estudante de 17 anos que cursa o 9° ano do ensino fundamental está preso acusado pelo homicídio, causado segundo a imprensa golpista pelo consumo de drogas. Apesar da avalanche de calúnias utilizadas pelos direitistas para atacar o movimento, a questão central do fato é que se trata de uma ofensiva direitista contra a juventude.

Com o crescimento rápido do movimento em todo o país a direita montou uma grande operação fascista, milícias formadas por mercenários como o Movimento Brasil Livre (MBL), que recebem dinheiro público pelas mãos de figuras como o governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), vêm atacando violentamente crianças e adolescentes com agressões e calúnias. Os registros dos ataques aumentam todos os dias nas chamadas desocupações, a campanha realizada pelos milicianos da direita demonstra que sua função é a de cão de guarda dos golpistas, para que consigam cumprir com o projeto de privatização da educação pública.

A morte do estudante é consequência direta do ataque realizado pela direita contra o movimento, o estudante estava lutando contra a destruição de um direito elementar para a sociedade, a educação pública, que está ameaçada pelos planos golpistas. A direita é cínica, defensora dos ataques contra a população, a reação contra ela deve ser de imediato.

Nas ocupações o eixo central deve ser a luta contra a direita e o golpe de Estado, todos os ataques são consequências diretas da ofensiva imperialista no mundo, deve ficar claro que os objetivos dos grupos que pedem pelo fim das ocupações é o fim das escolas públicas, das organizações de luta dos explorados e da intensificação da espoliação das riquezas do país. A morte do estudante deve ser um marco que impulsione a luta contra a direita no país, nas ruas e através dos métodos de defesa da classe operária.

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