Golpistas querem reduzir mais da metade do salário nos Correios

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Governo golpista de Michel Temer apresentou proposta de retirada de direitos e benefícios nos salários dos trabalhadores dos Correios que podem ultrapassar R$ 1.500 nos salários dos trabalhadores da ECT

Campanha Financeira 3

No dia 31 de agosto, o Governo golpista de Michel Temer apresentou – por meio da direção da ECT (Empresa de Correios e Telégrafos) – aos representantes sindicais dos trabalhadores dos Correios, na campanha salarial deste ano, o seu “cartão de visita”, a sua proposta para o novo acordo salarial da categoria, cuja data-base é 1 de agosto, que representa um verdadeiro “pacote da escravidão” do ecetista.

Em meio ao Golpe de Estado, os negociadores do governo golpista, querem retirar benefícios e rebaixar ainda mais os salários dos trabalhadores da ECT – Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos.

 

Os golpistas propõem:

–  Reajuste salarial de 6,74%, menos de 3% do índice da inflação – (com prejuízo sobre o piso de cerca de R$ 50,00 por mês, fora seus reflexos em os demais benefícios);

– Redução de 3 tickets (Prejuízo de cerca de R$ 100,00 por mês);

– Compartilhamento pelo trabalhador no custo do ticket para 5%, 10% e 15%, a depender da referência salarial. (Mais de 80% da categoria terá perda de cerca de R$ 60,00 por mês);

– Retirada do Vale extra de final de ano,  conhecido como “vale peru” – (cerca de R$ 800,00, equivalentes a R$ 64,00 por mês);

– Retirada do vale cultura – (prejuízo de R$ 50,00 por mês);

– Cobrança de mensalidades no plano de saúde – (mínimo de R$ 50,00 mensais);

– Retirada dos pais no plano de saúde – (Mínimo de R$ 1.200 mensais – plano privado de saúde para dois idosos, dos mais “vagabundos”);

Somente com estas propostas, os golpistas pretendem reduzir os ganhos dos trabalhadores dos Correios em mais de R$ 1.500.

No “pacote da escravidão”, ainda esta previsto:

– Banco de horas, Flexibilização da jornada de trabalho; (a ECT vai poder aumentar a jornada quando quiser, sem pagar horas extras)

– Não pagamento de anuênios, para novos funcionários; (o que significa o fim do atual Plano de Cargos e Salários que já não atende ao trabalhador)

– Redução de 7 para 6 anos, no pagamento de auxílio-creche; (abrindo caminho para liquidar com esse benefício para o filho do ecetista)

Política dos golpistas visa acabar com a ECT 

Nenhum capitalista em sã consciência proporia em uma campanha salarial, aumentar a produção de seus funcionários com a redução de mais de 40% dos seus ganhos salariais.

Não precisa ser economista para saber que esse tipo de proposta levaria a uma rebelião dentro da Empresa.

Então porque, o governo golpista está provocando a rebelião dentro da ECT – Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, da qual só cresce no país, em rentabilidade e patrimônio?

É obvio, os golpistas não escondem, querem o fim da ECT. Querem acabar com o serviço de correspondência que atende a população pobre das periferias da cidade e entregar o mercado de encomendas, Sedex e malote para os capitalistas do mercado postal mundial, como a Fedex, UPS, DHL etc.

É o desmonte da maior Empresa de Correios da América Latina e a segunda maior empresa do Mundo, um patrimônio nacional do povo brasileiro, uma privatização forçada para qual o golpe de Estado foi organizado pela direita Nacional dirigida pelo Imperialismo, principalmente o Imperialismo dos Estados Unidos.

A Unidade da burocracia sindical para legitimar o golpe

A Fentect – Federação Nacional dos trabalhadores dos Correios, entidade que representa a categoria, controlada pelos sindicalistas do PT- PSTU e grupos centristas como Intersindical e LPS se aliaram com a federação fantasma, criada pelos patrões, a Findect – controlada pelos sindicalistas do PMDB e PCdoB, para amenizar a luta contra os golpistas. Estão juntos os que assinaram e apoiaram as maiores derrotas e traições da história da categoria, como a mudança da data-base (de dezembro para agosto, o  PCCS da escravidão, o acordo bianual, o fim do convênio médico etc.

Nesta frente estão, inclusive, os que apoiaram a derrubada do governo Dilma, como os sindicalistas do PSTU – que diziam e ainda dizem que o governo do PT e o governo do PMDB-PSDB ” é tudo igual” – e os do PMDB (da Findect) que apoiam abertamente o governo Temer-Cunha-Serra etc.

Nessa “frente pespega” se negou a chamar os trabalhadores dos Correios a se juntarem a outras categorias e movimentos populares (CUT, MST, Partidos de esquerda como o PCO e PT) que faziam a luta contra o Golpe. Pelo contrário, se deixaram levar pela política “debilóide” do PSTU de dizer que não existia golpe e o governo Dilma é a mesma coisa que o governo Golpista de Michel Temer.

E agora não conseguem explicar porque a fúria dos golpistas é muito mais assustadora que a política de conciliação de classes do PT no governo Dilma.

Apesar de que o governo do PT tentava acalmar os direitistas com pequenas concessões privatizantes, suas contradições e a pressão que sentia da categoria inviabilizava a privatização da ECT.

Já os golpistas querem o sangue dos trabalhadores, entregar completamente o patrimônio nacional, nem que para isso, precisem colocar as organizações de luta dos trabalhadores (sindicatos e partidos) na ilegalidade e seus dirigentes na cadeia.

Só por isso, já deveríamos lutar contra o golpe, pois no governo Dilma os trabalhadores tinham mais condições políticas para lutar contra essa ofensiva e a privatização.

 

Somente a luta contra o Golpe pode barrar a destruição da ECT e o ataque aos trabalhadores dos Correios

 

Revoltados com a proposta dos golpistas, os trabalhadores dos Correios irão para as assembleias da categoria, que acontecerão entre os dias 6 a 9 de setembro, para aprovar greve por tempo indeterminado a partir de 15 de setembro.

No entanto, apenas uma greve, como que vem sendo realizada na maioria dos últimos anos não será insuficiente para fazer os golpistas recuarem de suas intenções privatizantes, e do seu programa de ataques ao conjunto da categoria.

Mais do que nunca a categoria precisa passar por cima da política das direções sindicais de colaboração e capitulação diante da direção da ECT , do governo e do Tribunal Superior do Trabalho (TST), sempre disposto a votar contra os trabalhadores.

Contra as direções sindicais traidoras que se juntaram na atual campanha salarial, contra os trabalhadores, é preciso aprovar nas assembleias a formação de comandos de greve de base assembleias abertas à participação e intervenção de todos os trabalhadores da categoria, formação de um comando nacional de base da Fentect com representantes eleitos nas assembleias de todos os sindicatos e outras medidas que coloquem a greve sobre o controle dos ecetistas e que organizem medidas efetivas de mobilização, como a ocupação dos prédios centrais da ECT e do TST contra a tentativa d impor o “pacote da escravidão” proposto pelo governo golpista.

 

Unidade com bancários, professores, petroleiros…. GREVE GERAL

 

A direita brasileira aliada do Imperialismo unificou-se em torno do Golpe e seu programa político. Quem privatizar tudo, terceirizar tudo, cortar investimentos nas questões sociais, como saúde, educação, moradia, previdência etc.

A luta contra esse programa não é só do trabalhador dos Correios.  Por isso é necessária a unificação na luta, nas ruas, nas ocupações por meio da greve geral contra o golpe e os ataques dos patrões e dos golpistas contra os trabalhadores.

Somente a luta nacional de toda classe operária, da juventude e da população pobre pode pôr fim a esse plano golpista.

Somente uma greve geral em torno da luta contra o Golpe pode impedir os ataques dos golpistas ao conjunto dos trabalhadores e, por tanto aos trabalhadores dos Correios, derrotando a privatização da ECT e demais ataques.

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