Os planos privatistas do governo golpista

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A ação mais esperada pelos golpistas pelo novo governo é o anúncio das privatizações que pretende fazer. Inicialmente, este anúncio seria feito no dia 25 deste mês, mesmo dia em que está marcada a votação no Senado do impeachment de Dilma Rousseff, mas com medo de que isto pudesse influenciar negativamente a votação, o anúncio foi adiado.

Desde o início do governo golpista de Michel Temer (PDMB), foi deixado claro que o objetivo é privatizar tudo o que for possível. Algumas empresas, que não tiverem o interesse dos parasitas capitalistas, também poderão ser sumariamente extintas.

O plano para a “desestatização” é feita pelo secretário-executivo do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), Moreira Franco (PMDB), em conjunto com o ministro de Planejamento, Dyogo Oliveira. Os principais setores em vista são o setor petroquímico e setor elétrico, mas empresas de todos os setores estão em risco. Os Correios, por exemplo, maior estatal em número de funcionários já tem o plano de privatização pronto, com seu desmonte e a venda separada de cada área de atuação.

Além de promover privatizações e fechamento de empresas estatais, o governo federal está pressionando os governos estaduais e municipais. Estes governos são forçadas a privatizar suas empresas em troca de reduções nas dívidas com a União.

Estas privatizações têm como objetivo gerar uma mudança profunda no Estado e na economia do país. Setores fundamentais, atualmente controlados pelo governo, passarão para empresas estrangeiras, dos países imperialistas. O país passaria a ser uma mera colônia destas potências, sem qualquer autonomia.

Rascunho automático 67

O resultado disso, também, será o esmagamento da classe operária. Com as privatizações e o fechamento de estatais, o número de pessoas que serão demitidas será gigantesco e as que forem recontratadas terão seus salários achatados e os direitos reduizidos.

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