Venezuela denuncia complô dos capachos imperialistas

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Em um documento divulgado na noite de segunda-feira (1º), o governo da Venezuela denuncia o complô dos capachos do imperialismo que tomaram os governos do Paraguai, Brasil e Argentina. Golpistas em seus próprios países, agora os direitistas querem dar um golpe no Mercosul. Na sexta-feira (29), o Uruguai deixou a presidência rotativa do bloco, deixando o cargo vago para que a Venezuela, próxima pela ordem alfabética, assumisse.

Rascunho automático 67

No sábado, o governo venezuelano anunciou que estava assumindo a presidência. Depois disso, o governo do Paraguai contestou que a Venezuela assumisse o cargo. Na segunda-feira, o golpista José Serra, no comando das Relações Exteriores do governo não eleito, enviou uma carta para os membros do Mercosul em que diz não reconhecer a presidência da Venezuela. Serra declarou vaga a presidência do Mercosul, e sugeriu uma presidência conjunta.

No documento publicado segunda-feira, o governo venezuelano denuncia: “Essa Tríplice Aliança pretende reeditar uma espécie de Operação Condor contra a Venezuela, persegue e criminaliza seu modelo de desenvolvimento e democracia, agressão que não hesita em destruir as instituições e a legalidade do Mercosul.”

Os golpistas têm vários objetivos procurando impedir que a Venezuela assuma a presidência rotativa do Mercosul. É uma forma de colocar mais pressão sobre o governo venezuelano, alvo de uma intensa campanha golpista da direita e do imperialismo. Ao mesmo tempo, coloca o bloco econômico em crise, o que é conveniente para governos que preferem acordos bilaterais desvantajosos com países imperialistas.

Seguem o programa do imperialismo para os países atrasados diante do aprofundamento da crise capitalista. Intensificar a exploração dos trabalhadores e o roubo do patrimônio nacional desse países. Para implementar um programa assim, precisam de governos lacaios do imperialismo e de uma mudança do regime para impor sua políticas por meio da força e da repressão.

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