Golpe no Partido Trabalhista

Compartilhar:

Dia 24 de setembro será anunciado o vencedor das eleições internas do Partido Trabalhista. Jeremy Corbyn, atual secretário-geral do partido, teve sua liderança contestada pela ala direitista dos trabalhistas, que aproveitaram o referendo que decidiu pela saída do Reino Unido da União Europeia (UE) para impor novas eleições no partido. Corbyn foi eleito para liderar os trabalhistas ano passado, com grande apoio dos sindicatos e dos trabalhadores, contra a direita dentro o partido e o conjunto da imprensa burguesa. Nessas novas eleições, a direita tenta uma série de manobras para tirá-lo do cargo, um golpe dentro do partido.

A popularidade de Corbyn na base trabalhista, no entanto, é difícil de esconder. Na noite de segunda (1º), 7 mil pessoas compareceram a um comício de Corbyn em Liverpool. Mais gente do que em Hull e Leeds no sábado, quando 3 mil pessoas compareceram. Enquanto isso, o candidato da direita, que tanta levar o cargo de Corbyn, Owen Smith, conseguiu juntar apenas 100 pessoas em seu comício eleitoral em Liverpool.

Além da pressão do conjunto da imprensa burguesa, porém, a direita está recorrendo a outros tipos de manobra dentro do partido. Segundo o Huffington Post, cerca de 50 mil dos eleitores registrados para votar nas eleições trabalhistas foram bloqueados para votar nessas eleições, por causa de novas regras para o registro. Mesmo com o preço da taxa de registro tendo subido de £3 para £25, o número de registrados para votar dobrou, chegando a 180 mil.

Rascunho automático 67

Para o jornal Morning Star, uma filiada do partido afirmou que “as novas regras estão impedindo muita gente no partido de ter sua voz ouvida na escolha da liderança”. A eleição de Corbyn no ano passado foi uma reação ao fracasso da política neoliberal no Reino Unido. Agora a direita tenta contornar a rejeição popular a essa política dentro do Partido Trabalhista por meio de manobras.

artigo Anterior

Análise de conjuntura do PCO: o golpe na Turquia e a situação brasileira

Próximo artigo

Petrobras: primeiro sanear as contas para depois privatizar

Leia mais

Deixe uma resposta