Conselho da UNE aprova defesa de plebiscito e abandona a luta contra o golpe

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Ocorreu em São Paulo, entre os dias 15 a 17 de julho, o 64º Conselho Nacional de Entidades Gerais (CONEG) da União Nacional dos Estudantes (UNE). O encontro serviu para aprovar medidas e posições políticas que a entidade dos estudantes deve tomar no próximo período.

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Durante a realização das mesas de debate, o tema que mais foi discutido foi o golpe de Estado em marcha no País. A principal mesa contou com a participação de Ciro Gomes (PDT), José Eduardo Cardozo (advogado de defesa de Dilma Rousseff), Ivan Valente (Psol) e Márcio Cabrero (PPL). Todos esses são defensores da política de novas eleições.

Após os dois dias, durante a plenária final, a UNE apresentou a proposta de defesa de um plebiscito sobre novas eleições como forma de saída da crise e derrota do golpe. O documento foi aprovado pelos delegados presentes. Também foi aprovado uma jornada nacional de lutas durante a semana do dia dos estudantes, com três principais bandeiras “Fora Temer”, “Fora Mendonça” e contra a “Lei da Mordarça”.

A resolução aprovada, que é amplamente defendida pelo PCdoB, partido que domina a UNE há décadas, que reivindica um plebiscito sobre novas eleições é um grande erro. Em primeiro lugar, é necessário deixar claro que novas eleições após a derrubada do governo de Dilma, é apenas uma maneira de legitimar os golpistas, com o agravante de passar uma impressão de que tudo está sendo “democrático”.

Uma eleição convocada dentro da atual situação política em que o Brasil vive seria totalmente controlada pela direita, que é quem está na ofensiva, controlando todas as instituições do regime. Seriam eleições controladas pelos golpistas.

O caminho de luta a ser tomado e que realmente está de acordo com os interesses dos trabalhadores e da população em geral é a luta para derrotar o golpe e a direita, o que implica em retomar as coisas como estavam, ou seja, o retorno da presidenta eleita. Antecipar eleições presidenciais é apenas agravar o estado da crise e abrir a possibilidade que os golpistas consolidem o golpe e aprofundem os ataques contra os direitos dos trabalhadores e contra as organizações populares, que é o verdadeiro objetivo do golpe.

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