Sem senso de ridículo

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“Banalidade da morte de policiais” é a nova farsa para esconder o objetivo da corporação.

Rascunho automático 67

Uma das denúncias mais vistas nos últimos meses, até mesmo na imprensa burguesa, é a que trata da brutalidade policial. Do caso do menino de 10 anos executado dentro de um carro ao universitário que também foi assassinado pela PM, a corporação atingiu um dos maiores períodos de crise.

O mesmo aconteceu com a polícia dos Estados Unidos. Embora separadas por delimitações dos estados, as polícias aumentaram consideravelmente a repressão contra negros, pobres e trabalhadores.

Manifestações foram convocadas explicitamente contra a polícia (tanto nos EUA quanto no Brasil), e já não se trata de uma reivindicação exclusiva do Partido da Causa Operária. Agora já são várias organizações que chegaram à conclusão de que é preciso acabar com a polícia.

Mas o problema da repressão policial também pode ser tratado com aberto cinismo. Nesse caso são as matérias que buscam apresentar uma suposta “banalização das mortes de policiais”, como foi apresentado pelo jornal O Globo, em artigo publicado neste domingo, que visa apresentar o lado dos policiais.

De acordo com a matéria, no Rio de Janeiro, chega-se à media de quase 100 policiais mortos por ano, nos últimos três anos. E com isso busca-se alimentar a ideia de que existe um faroeste no país, o que é mentira.

Não existe faroeste, nem confronto, nem guerra civil. O que existe é um massacre. Nos últimos 10 anos a PM do Rio de Janeiro matou, pelo menos, oito mil pessoas em circunstâncias escabrosas.

Dentre a morte dos policiais também deve ser considerada a questão da própria polícia matar dos seus. Apresentados em filmes, esse fato também é muito corriqueiro no Brasil, e geralmente se trata de queima de arquivo.

Não existe banalização de morte de policiais. É um cinismo total apresentar esse problema quando as vítimas dessa corporação e da Polícia Civil ultrapassam a casa dos três mil ao ano no país inteiro.

Não dá nem para dizer que banal a polícia matar uma pessoa, se trata de uma politica oficial, de Estado.

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