Três policiais foram mortos em Lousiana, Estados Unidos

Compartilhar:


Na última sexta-feira, dia 15, em Baton Rouge, capital de Lousiana (EUA), Alton Sterling, um homem negro de 37 anos, foi enterrado. Sterling foi assassinado a tiros por dois policiais brancos depois que já estava imobilizado no chão.

Dois dias depois, em Minnesota, outro homem negro (Philando Castile) foi assassinado pela polícia depois de ter sido parado por uma barreira policial, acusado de ter infringido leis de trânsito.

Os casos fizeram aumentar os protestos contra a brutalidade policial através do movimento Black Lives Matters, dentre outras manifestações que estão tomando conta do País.

Como resultado da brutalidade policial, o movimento negro de conjunto e outras reações isoladas procuram dar resposta aos ataques do Estado.

Em outro caso de morte de agentes da repressão, na manhã deste domingo (17), três policiais foram mortos em Baton Rouge (Lousiana), outros três policiais teriam ficado feridos e um civil foi morto.

Informações iniciais dão conta que a polícia atendeu a um chamado telefônico dizendo que havia um homem caminhando com o rifle pela rua. Esse homem seria Gavin Long, um homem negro de 29 anos, e que teria disparado contra a polícia no dia do seu aniversário.

Diante do acontecimento, o governador de Louisiana, John Bel Edwards, em pronunciamento oficial, afirmou que “este é um ataque inexplicável e injustificado a todos nós em um momento em que precisamos de unidade e cura”.

Na verdade, o ataque (que na verdade é uma reação) é completamente explicável e justificado. Não é parte de uma ação de um maluco, ou um perturbado mental, como procura apresentar a imprensa burguesa.

A população negra sofre com a repressão do Estado norte-americano desde o 1º dia de constituição desse estado. Mesmo com a luta do movimento negro contra a segregação racial e a repressão policial, os números de negros e trabalhadores agredidos e assassinados pelas forças de repressão norte-americanas não caem.

Pelo contrário, com o avanço da crise capitalista, o Estado redobrou o ataque ao povo negro, tanto pela força de repressão quanto pelos direitos econômicos e sociais.

Campanha Financeira 3

A reação armada e violenta que se está vendo é apenas o início de um processo que pode levar o negro e o trabalhador dos EUA a se organizar para a tomada do poder e pela derrubada do regime de conjunto.

artigo Anterior

Turquia: rebelião popular derrota o golpe

Próximo artigo

Assista, no próximo sábado, à palestra sobre a Revolução Espanhola

Leia mais

Deixe uma resposta