Sem prova e sem crime: 22 jovens presos por Alckmin

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Um dos maiores defensores do golpe de Estado, Geraldo Alckmin, do PSDB de São Paulo, sempre foi um árduo defensor de aumentar a repressão do Estado como um todo. Não só a repressão física das pessoas, mas o aumento das penas e dos crimes.

Resultado dessa política é a ação da PM de São Paulo, que não tem qualquer controle de suas ações. Uma das últimas arbitrariedades cometidas pela corporação foi a prisão de 22 jovens que trabalhavam na Fábrica de Cultura, em Brasilândia, em São Paulo. O local estava parado e, em protesto contra o sucateamento promovido pelo governo tucano, os jovens resolveram colocar em funcionamento as atividades regulares.

Porém, no último sábado, 9 de julho, pela manhã um ônibus da Polícia Militar estacionou na porta do local ocupado. Sem qualquer mandado ou ordem judicial, fizeram a reintegração de posse para despejar os jovens e leva-los (11 crianças e 11 jovens) para o 72º Distrito Policial.

A desocupação foi administrativa, segundo a nota cínica da Secretaria de Cultura. Foi dito isso para justificar a desocupação forçada, com policiais, etc. É uma orientação anterior do agora ministro-golpista Alexandre de Moraes, para que todas as ocupações de prédios públicos de São Paulo sejam desocupadas independente de manifestação judicial.

Os jovens ficaram presos por “dano”. Dano que não foi verificado em local algum, pelo contrário, estavam desenvolvendo atividades de interesse cultural da sociedade. Não existe crime de dano algum. A prisão dos jovens foi ilegal, arbitrária e responde aos interesses golpistas do governo tucano.

Os jovens com mais idade também responderão pelo crime de “corrupção de menores”, de acordo com o registro na delegacia. Quer dizer, é uma ditadura o regime tucano em São Paulo.

Rascunho automático 67

Esse desenvolvimento do governo, de começar a prender sem qualquer decisão judicial, é resultado do golpe de estado que está em andamento no Brasil. A repressão a toda população, o aumento dos crimes e das penas, o reforço dos aparatos de repressão, todas essas medidas fazem parte do plano dos golpistas em escala nacional, aplicadas de maneira mais acabada pelo governo tucano de Geraldo Alckmin, em São Paulo.

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