Eles não precisam de garantias legais

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Mataram cinco pessoas com mais de cem tiros, mas “não há nenhum dado no processo que indica que eles representem perigo à ordem pública”. 

Rascunho automático 67

Diante do golpe de Estado, alguns setores da sociedade simplesmente dispensam qualquer garantia legal. É o caso da Polícia Militar, que em suas ações é ela mesma o poder legislativo, executivo e judiciário.

Contudo, em algumas situações, a PM e seus policiais acabam por terminar no banco dos réus, mas isso é por pouco tempo, por mais bárbaro que tenha sido o crime cometido pelos homens da morte.

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) concedeu direito de responder em liberdade aos quatro policiais envolvido em um dos crimes mais condenáveis cometidos pela Polícia Militar.

Cinco jovens foram sumariamente executados dentro de um carro, em Irajá, no Rio de Janeiro, em novembro de 2015. Os policiais envolvidos dispararam pelo menos 111 tiros contra o veículo, fazendo com que algumas vítimas ficassem irreconhecíveis.

Esses policiais estavam presos inclusive por fraudar a cena do crime, colocando uma arma próxima ao carro, para forjar uma resistência por parte dos cinco jovens. Fraude processual para trucidar cinco jovens indefesos.

Mas é justamente essa nata de assassinos que o judiciário pretende preservar.

“Eles são policiais, funcionários públicos e não há nenhum dado no processo que indica que eles representem perigo à ordem pública. A prisão é uma medida excepcional. Nenhuma testemunha foi ameaçada. Por isso, o ministro entendeu que devia liberá-los”, afirmou o advogado Edison de Lima, que defende o policial Antônio Carlos Gonçalves Filho, comentando a decisão do ministro Neli Cordeiro.

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