Paris: protesto contra reforma trabalhista reúne centenas de milhares de pessoas

Compartilhar:

Terça-feira (14), segundo estimativas, um milhão de pessoas compareceram ao protesto convocado pela CGT, principal central sindical do País, para expressar sua oposição ao projeto de reforma trabalhista do governo de François Hollande, do Partido Socialista (PS). O projeto de Hollande foi aprovado por decreto e não passou pela Câmara dos Deputados, indo direto para o Senado, onde pode ser revisado antes de ser mandado de volta para os deputados. O projeto do governo altera a jornada de trabalho, hoje de 35 horas, reduz o pagamento adicional pelas horas extras (de 50% para 10%) e coloca as negociações entre patrões e empregados em cada empresa acima dos acordos coletivos com sindicatos de categorias.

Rascunho automático 67

Há meses os trabalhadores franceses estão fazendo greves e protestos contra essas mudanças. Houve paralisações em refinarias, que causaram escassez de combustíveis, interrupção na coleta de lixo, greve dos pilotos da Air France durante a Eurocopa, bloqueios de estradas etc. Outros protestos passivos aconteceram nos meses anteriores, com grande participação também da juventude, que está ocupando a Praça da República no movimento Nuit Debout (noite em claro).

Durante o protesto de terça-feira houve repressão policial, com jatos de água e bombas de gás lacrimogêneo. A direita tem atacado duramente os sindicatos, chegando a acusar os trabalhadores de “terrorismo” por terem paralisado determinados serviços. Atualmente, a França está sob “estado de emergência”, que dá grandes poderes especiais ao Estado e às forças repressivas com o pretexto de defender o País do terrorismo.

O confronto entre a burguesia e os trabalhadores vai se intensificar devido à crise do capitalismo, que entrou em uma nova etapa a partir de 2008. A resposta da direita para a crise são governos de força. Por isso a extrema-direita cresce na Europa e o imperialismo apoia golpes nos países atrasados. Para a burguesia imperialista a política a seguir a partir de agora é a imposição de medidas contra os trabalhadores à força, com ataques aos salários, Às condições de vida da população em geral e às organizações proletárias.

artigo Anterior

Trump aproveita massacre de Orlando para atacar imigrantes

Próximo artigo

Itália: acusar os outros de corrupção dá votos

Leia mais

Deixe uma resposta