Sanders tenta vencer Hillary em número de estados

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Os pré-candidatos à presidência dos EUA pelo Partido Democrata, Bernie Sanders e Hillary Clinton, disputaram mais uma etapa das primárias do partido nessa terça-feira, dia 17. As votações aconteceram no Oregon e no Kentucky, restando apenas mais sete estados para elegerem seus delegados para a Convenção Nacional que nomeará o candidato democrata para concorrer à presidência, contra Donal Trump, já vencedor das primárias do Partido Republicano.

Hillary Clinton, ex-Secretária de Estado durante o governo Obama e ex-primeira-dama, é a candidata do mercado financeiro e da direção do partido. Desde o começo das primárias, a imprensa apoia Hillary dizendo que Sanders seria carta fora do baralho. A pressão se intensificou na reta final, com pedidos para que o pré-candidato abandone a disputa.

Com uma desvantagem de cerca de 300 delegados eleitos em relação a Hillary, Sanders mantém sua campanha na esperança de vencer na maioria dos estados. Por enquanto, Hillary venceu em 23 estados, contra 19 de Sanders. O objetivo é forçar um debate em torno de suas propostas na Convenção Nacional. Sanders defende uma salário mínimo maior, fortalecimento dos sindicatos, saúde universal gratuita e ensino superior público gratuito, entre outras propostas à esquerda.

Rascunho automático 67

A persistência de sua candidatura mantém esses temas em debate, e força um deslocamento à esquerda da própria candidatura de Hillary Clinton. A força da candidatura de Sanders durante as primárias expressou uma crise do Partido Democrata, com a perda de controle pelo aparelho partidário do processo eleitoral. Uma crise que faz parte da crise do regime de conjunto. Pelos republicanos, a perda de controle foi completa, e um candidato avulso, Trump, conseguiu vencer todas as escolhas do partido.

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