Sinpro-DF: Educadores em Luta contra o golpe impulsiona campanha classista

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Contando com cerca de quarenta mil trabalhadores na base, o Sindicato dos Professores do DF de Brasília realiza nos próximos dias 18 e 19 de maio a eleição da próxima diretoria para o triênio 2016/2019, com três chapas inscritas

Rascunho automático 67

A eleição se dá em meio a um ataque sem precedentes aos servidores públicos de Brasília através da política neoliberal do governo tucano de Rodrigo Rollemberg (PSB) que vem condenando os servidores públicos do DF à política de “cortes” e “ajustes” como nunca se viu.

Uma brutal ofensiva

Com a ajuda da venal imprensa o governador, chamado entre os servidores de  “enRollemberg” faz uma enorme campanha de que o governo está falido, tentando usar a crise financeira provocada pela politica de sustentação dos banqueiros e empreiteiras pelos cofres públicos como desculpa para aplicar uma política de “ajustes” que visa tirar recursos de quem não tem para continuar sustentando os parasitas do Estado, com os impostos pagos pelos trabalhadores.

Desde o ano passado, Rollemberg vem dando calote no pagamento dos salários dos servidores da ativa e dos aposentados. Além dos ataques aos direitos dos trabalhadores o governador do Distrito Federal deu início ao processo de privatizações na capital da República, impondo decreto com as regras para as concessões abre a possibilidade de concessões para empresários e consórcios para as privatizações em escolas, hospitais etc.

O ensino público em geral, e os professores em particular, por constituírem, respectivamente, o maior orçamento do Estado e o maior setor do funcionalismo, estão entre as primeiras e maiores vítimas desta política criminosa do governo golpista.

A política de cada uma das capas

A atual diretoria do sindicato, chapa 1 (Articulação/PT), levou adiante nos últimos anos uma política de integração e colaboração com os diversos governos que comandaram o Distrito Federal, em sua políticas de ataques ao ensino público em geral, e contra os trabalhadores da Educação em primeiro lugar. Isso em tudo em nome de uma suposta “compreensão” com as dificuldades econômicas do governo, que de fato não existe. A “falta de recursos” é o resultado da distribuição de gordas parcelas do orçamento público para os banqueiros, empreiteiras, tubarões do ensino pago e outros tubarões capitalistas e suas máfias políticas. Nestas condições, a burocracia sindical assumiu uma política profundamente defensiva e vacilante diante dos ataques do governo reacionário do GDF e da direita golpista de um modo geral, se opondo à chamar o professorado para uma ampla mobilização contra o golpe e em defesa de suas reivindicações.

A chapa 3,  disfarçada de “apartidária” reuni elementos do PSTU e setores do PSOL, com um claro apoio de elementos do governo que visam o enfraquecimento do Sindicato, em um momento de ofensiva do governo e da direita golpista contra os trabalhadores. É a chapa que apóia o golpe de Estado em curso e que em todo o processo de ataques do governo contra a categoria não foi capaz de apresentar uma única proposta real de mobilização da categoria. Repete a política destes setores em outras categorias, como os bancários, onde vem atuando com um claro e decisivo apoio da direita golpista por defendem também a derrubada do atual governo e por não impulsionarem nenhuma luta real contra os “ajustes” dos patrões e dos seus governos. [Nos bancários, por exemplo, apoiam a divisão da categoria em mesas de negociações por banco para facilitar as coisas para os banqueiros e chegaram ao ponto de denunciar os sindicatos bancários por se colocarem na luta contra o golpe e usarem as instalações das entidades para atos contra a direita golpista]. É a chapa da reação, disfarçada de oposição.

A corrente Educadores em Luta (da Corrente Sindical Nacional Causa Operária), inscreveu a Chapa 2 – Educadores em Luta contra o golpe, Oposição de Verdade, que além de militantes e simpatizantes do PCO (Partido da Causa Operária) conta com setores independentes e ativistas da base de outros partidos de esquerda (PT e PSOL). Intervindo nas eleições e nas lutas da categoria com uma política independente do Estado e da direita golpista, a corrente dá um importante passo no sentido da luta por uma nova direção para a categoria e em todo o movimento sindical, momento em que o professorado, acompanhando a tendência geral dos trabalhadores, dá sinais de superação da política de paralisia imposta pela burocracia sindical.

A chapa 2 é composta por ativistas de todos setores que estão na frente de luta contra a direita e contra o golpismo, sob a liderança de Educadores em Luta/PCO  que está, desde os primeiros momentos, na linha de frente da denuncia da operação golpista em curso no país, para derrubar o governo do PT e colocar no seu lugar um governo que sirva integralmente aos interesses dos banqueiros e do imperialismo, como vem ocorrendo em várias partes do mundo.

Além da luta contra o golpe, a chapa apresenta um programa de luta pelo reivindicações fundamentais da categoria em oposição à política de colaboração de todas as alas da burocracia (como a defesa do piso salarial de R$ 5 mil professores; a defesa  da Educação pública e gratuita, com verbas públicas exclusivamente para o ensino público) e a luta por um governo dos trabalhadores e o socialismo.

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