A farsa da paralisação nos Correios é denunciada por seus próprios autores, o PSTU/Conlutas

Compartilhar:

Sindicatos do PSTU/Conlutas, autor da proposta de greve de um dia nos Correios, não fazem nem mesmo paralisação entre suas diretorias, mostrando que não era para levar a sério a greve de um dia na ECT

Rascunho automático 67

No dia 26 de abril, vários sindicatos da Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores dos Correios) controlados pelo PT, PSTU, Intersindical, Independentes realizaram assembleia geral da categoria dos Correios.

A assembleia apresentava como pauta a aprovação de um dia de greve no dia 27, segundo calendário de lutas, aprovado em Janeiro de 2016 no Consin (Conselho de Sindicatos), reunião organizada pela Fentect na qual só participam presidentes de sindicatos.

A proposta do calendário de lutas e a própria greve de um dia, apresentada pelos sindicalistas do PSTU/Conlutas, ficou escondida dos trabalhadores por quatro meses, sendo apresentada na maioria dos sindicatos apenas na véspera das assembleias do dia 26.

As assembleias do dia 26 foram esvaziadas, contando em sua maioria somente com as diretorias do sindicato, mostrando o quanto é uma farsa o plano de luta da Fentect e sua paralisação de apenas um dia.

Diante disso, as assembleias que aprovaram a paralisação de um dia, foram realizadas somente com os sindicalistas, delegados sindicais a maioria da categoria mal sabia da tal paralisação de um dia.

Com isso, os autores da proposta, os sindicalistas do PSTU/Conlutas, nos sindicatos que controlam, mostraram que a sua proposta não era para valer, e não aprovaram a paralisação.

Alguns lugares, como o Sindicato de São José do Rio Preto, sequer fizeram a assembleia.

Uma proposta para não mobilizar

Os sindicalistas do PSTU/Conlutas nos Correios que furaram todas as greves que a Fentect convocou em São Paulo e Rio de Janeiro nas campanhas salariais de 2012 e 2013, sempre tiveram em seu repertório a proposta de greve de um dia.

Houve época que eles aprofundaram essa falsa proposta de luta, propondo greve de duas horas, tendo um dos seus militantes dos Correios de São Paulo, Zé do Carmo, ganhado o apelido de “Zé das duas”.

No entanto, todos sabem que para brigar de fato contra a direção da ECT não basta apenas fazer uma greve por tempo indeterminado, a greve deve ser unitária, envolvendo os trabalhadores de São Paulo e Rio de Janeiro. Imagine apenas uma paralisação de um dia, e ainda, sem a base de São Paulo e Rio de Janeiro, é uma verdadeira palhaçada.

Por isso, a proposta de paralisação de um dia, não somente é uma política para queimar uma possível greve geral por tempo indeterminada, como não é pra valer, por isso todos os sindicatos controlados pelo PSTU/Conlutas sequer fizeram a encenação da paralisação das diretorias sindicais.

Coube às outras direções sindicais, centristas e pelegos tradicionais como os sindicalistas de Ribeirão Preto e de Brasília realizarem a farsa.

No entanto, a farsa vai custar caro para os trabalhadores que fizeram a greve, a direção da ECT quer utilizar a greve para reprimir e vai usar essa repressão para impedir a mobilização necessária para a campanha salarial desse ano, em que um possível governo golpista anuncia que não só não dará nenhum reajuste salarial, como retirará direitos da categoria e ainda pretende vender no mínimo 49% dos Correios.

Diante disso é necessário denunciar o desserviço prestado aos trabalhadores por essa burocracia sindical ligada ao PT, PSTU/Conlutas e grupos centristas que acompanham a pelegada.

Os trabalhadores tem que se organizar nos locais de trabalho, organizando comitês e comandos de greve amplos para controlar suas entidades pela base.

 

artigo Anterior

Estudantes ocupam Assembleia Legislativa de São Paulo

Próximo artigo

Monopólio de imprensa burguesa contra a luta dos estudantes

Leia mais

Deixe uma resposta