Servidores: o sindicato deve ser um comitê de luta contra o golpe

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Todos os membros da diretoria do Sindsep (Sindicato dos Trabalhadores na Administração Pública e Autarquias no Município de São Paulo) participam da luta contra o golpe, comparecem em manifestações e em todas as manifestações tem um balão gigante do sindicato. No entanto, a campanha entre os filiados ao sindicato é inócua, há uma única menção do Golpe de estado em andamento (que saiu no dia 26 de abril) no sítio do sindicato, e um único post nas redes sociais.

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O boletim de abril, que convida os servidores para o ato em frente à prefeitura dia 3 de maio e para a assembleia do dia 18, não falou nenhuma palavra sobre o ato do dia 1º de maio no Vale do Anhangabaú.

Se o golpe for vitorioso, os servidores serão os primeiros que terão seus salários e direitos retirados. Esse fato precisa ser revertido imediatamente, a sede do sindicato precisa se transformar em um comitê permanente contra o Golpe, a diretoria precisa iniciar uma intensa companha no sítio e nas redes sociais. É preciso ir aos locais de trabalho explicando o golpe e suas consequências aos trabalhadores e suas organizações.

É preciso disputar na base a política de luta contra o golpe, botando para escanteio os coxinhas, que são a minoria. O sindicato deve, através de intensa propaganda, esclarecimento e mobilização, mostrar o que está em jogo com o golpe.

Quem defende o golpe é contra o sindicato e a organização dos servidores pois, um dos principais objetivos dos golpistas é justamente atacar as organizações dos trabalhadores, destruir seus sindicatos, suas associações e todos os órgãos que defendam os trabalhadores e o povo.

Os golpes, como o de 1964, são dados para destruir as organizações dos trabalhadores, fechar sindicatos e eliminar os ativistas. É isso o que já está ocorrendo em países como Paraguai, Ucrânia, Honduras e Egito, países onde o golpe foi vitorioso.

A luta contra o golpe é uma luta contra os inimigos fundamentais da classe operária e do povo.

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