O militarismo japonês levanta a cabeça

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Japão poderá mandar tropas para outros países com promulgação de uma nova “interpretação” da Constituição

Nesta terça-feira, 29 de março, o governo japonês promulgou a lei que “reinterpreta” a Constituição do País para permitir intervenções militares do Japão fora de seu território. A Constituição “pacifista” foi imposta ao Japão pelo imperialismo depois da derrota na Segunda Guerra Mundial.

O atual primeiro-ministro, Shinzo Abe, à frente de uma coligação que reúne seu Partido Liberal Democrata, de direita, com partidos ainda mais à direita, mudou na prática a Constituição, com uma manobra jurídica, para passar a interferir mais na região. O principal alvo são os chineses, em uma aliança do Japão com os EUA.

Com a mudança na lei, o Japão passa a poder, legalmente, interferir em conflitos em que aliados do País estejam envolvidos. Anteriormente, o Japão não poderia mandar tropas para fora, e só poderia usar forças militares para “autodefesa”. Agora, com o pretexto de defender aliados, o Japão pode exercer mais pressão sobre a China.

O governo norte-americano, que têm uma política de cercar a China e a Rússia explorando conflitos regionais, recebeu com satisfação a notícia. Além de o Japão ter disputas territoriais com a China, e, de quebra, com a Rússia, o governo japonês também ameaça se meter no conflito do Mar da China Meridional. Os EUA, que ficam do outro lado do mundo, têm interferido diretamente na região sob o pretexto de defender a “liberdade de navegação”, mandando navios de guerra para uma região que o governo chinês considera como território chinês, enquanto os EUA consideram “águas internacionais”.

Rascunho automático 67

Com a nova lei aprovada no Japão, o País participará diretamente do cerco à China junto com os EUA. Em setembro, a lei foi votada no Parlamento japonês sob muitos protestos, tanto da oposição parlamentar, quanto da população, que fez protestos de massa contra o avanço do militarismo.

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