Secretário de extrema direita é derrubado por manobras políticas

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Governador Pezão exonerou pastor Ezequiel da Secretária de Direitos Humanos

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Anunciado nesta quarta-feira (17) pelo governo do Rio de Janeiro a demissão do pastor Ezequiel Teixeira (Solidariedade), que estava na liderança da pasta da Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos. Em pouco tempo de gestão ele havia desmantelado alguns programas sociais que davam suporte a LGBT’s e mulheres.

No início deste ano o secretário demitiu 60 dos 85 funcionários, fechou os quatro centros que prestavam apoio jurídico e psicológico e o Disque cidadania LGBT do programa Rio sem Homofobia. Além de desativar a Casa da Mulher de Manguinhos que era um centro especializado de apoio a mulher.

Em entrevistas ele havia se declarado a favor da cura gay e contra o casamento homoafetivo, comparando a homossexualidade com doenças como o câncer ou AIDS. Essa polêmica gerou resistências a sua manutenção no cargo. Diversas organizações de LGBT se pronunciaram contra ele, como a Associação Brasileira de Famílias Homoafetivas.

No entanto, o deputado federal se manteve no cargo por apenas dois meses, ele havia tido desistido do cargo na Câmara dos Deputados para assumir a secretária estadual. Assumiu no seu lugar o suplente, Átila Nunes (PMDB), apoiador do deputado federal Picciani dentro do PMDB e que garantiu seu voto na eleição de dessa semana para liderança do partido na Câmara.

O deputado homofóbico foi vítima de um golpe político. Usaram da secretaria como moeda de troca para tira-lo da Câmara e garantir a vitória de Leonardo Picciani para liderança. No final usaram de suas convicções conservadoras para descarta-lo. Quem assume agora é Paulo Melo também do PMDB.

Pezão não é um defensor dos direitos dos LGBTs, mas sim um negociador. Fez parte dos acordos podres e no final usou das posições homofóbicas para ter motivos para derrubar o evangélico.

 

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