A tortura dentro dos presídios

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A tortura dentro dos presídio

Como forma de denunciar os já sabidos casos de tortura que acontecem dentro dos presídios brasileiros, os depósitos de carne humana, onde a maioria dos encarcerados são grande parte negros e parte da população mais pobre, foi feita uma profunda reportagem da Defensoria Pública, no qual parentes dos encarcerados relatam e denunciam os casos abusivos de violência ocorridos dentro dos presídios, atos estes que foram praticados pelo grupo fascista GIR (Grupo de Intervenção Rápida). Os casos relatados são das penitenciárias de Getulina e Dracena, localizadas no interior do Estado de São Paulo.

A Amparar (Associação de Familiares de Presos e Presas), ONG que lida com a família dos presidiários e demais casos acerca da situação dos mesmos. Foi recebida pela organização alguns membros familiares de alguns presos para fazerem relatos a Defensoria Pública do Estado, ao Vereador Eduardo Suplicy (PT) e o MNU (Movimento Negro Unificado). Foram denunciadas as mais diversas formas de tortura praticadas pelo Grupo de Intervenção Rápida, foram desde presos ajoelhados em poças da própria urina a braços e dentes quebrados.

As penitenciárias são dividas por raios, foi relatado por uma mulher parente de uns dos presos que está em carcere no raio 1, a intervenção do GIR nesse raio onde os presos foram torturados, onde já chegaram batendo nos presos, onde os mesmo tiveram que ficar sentados das seis da manhã até às quatro da tarde, não podendo ir ao banheiro correndo risco de apanharem ainda mais, e aos que se urinassem as agressões eram garantidas. Em outras celas no mesmo setor foram cerca de 17 presos torturados, onde um dos presos teve seu braço quebrado e mais quatro dentes.

Fora relatado também os casos de abuso de autoridade por meio de diretores das unidades prisionais, como um caso relatado, onde a mãe de um preso contou que o filho estava prestes a ser transferido para uma penitenciaria mais próxima da Capital, mas que logo em seguida o diretor do presídio de Getulina protocolou uma falta disciplinar contra seu filho, claramente com o viés de mante-lo ali, sem esconder seu caráter fascista, o mesmo afirma que o preso só sairá de lá quando ele quiser e ele é quem manda na penitenciária. Fica evidente o inferno na terra vivido pelos presos nessas unidades onde são comandadas por grupos fascistas.

As denuncias ao Grupo de Intervenção Rápida não para por aí, há denuncias de casos ainda mais truculentos onde fazem uso de gás de pimenta na mistura com outras substâncias para queimar presos. Um desses casos se deu na Penitenciária ASP Adriano Aparecido de Pieri, em Dracena, haviam protestos do presos acerca da superlotação das celas, eles reivindicavam uma reunião com a diretoria, que claramente foi negada, esse foi o momento que os presos se rebelaram e se negaram a voltar às celas depois do banho de sol, logo a repressão começou por meio do GIR. Foram orelhas estouradas, queimaduras, membros quebrados. Após o ocorrido as visitas foram suspensas por 15 dias, parente de um dos presos afirma que a suspensão fora justamente para que as marcas nos presos não ficassem evidente.

Sem contar o clima de tortura já imposta assim que m preso é transferido para um novo presídio, em Dracena conta os familiares dos presos de que existe uma rotina de violência, sabendo-se que assim que chegam apanham, a tortura se consolida onde os presos tem que fazer a escolha de qual barra de ferro querem apanhar, sendo uma pequena e outra grande, se o detento escolhe a menor apanha também da maior, e se escolhe a grande apanha duas vezes da mesma.

É evidente que a Secretaria de Administração nega todo e qualquer abuso e ou tortura cometido pelo Grupo de Intervenção Rápida, onde afirma que fazem uso escalonado da força e que não utilizam equipamentos letais, e negam o uso de gás de pimenta e ou bombas como relatado acima. A alegação é de que o GIR é composto por agentes de segurança altamente treinados para conter rebeliões, fugas etc. Claramente o grupo faz uso da força para efetivar seu serviço até seu extremo, como bem se caracteriza tais grupos fascistas aparatados pelo Estado.

É preciso pôr fim a essas organizações, e a todo esse sistema prisional que é sucursal do inferno no país, assim como já existe a policia miliar como maior aparato repressor direto do Estado, tais grupos dentro dos presídios devem acabar junto ao encarceramento em massa que só serve para prender e massacrar a população mais pobre e negra.

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